CRÍTICA - EU, TONYA




CRÍTICA - EU, TONYA

"Deslumbrante e perfeito!"




                       Há vezes na vida em que presenciamos certas coisas que nos fazem parar
      e pensar sobre o real significado de tudo aquilo. "Eu, Tonya"(I, Tonya), 
faz exatamente isso em nome do cinema; é um filme que te faz rir, chorar, torcer e interagir com todos aqueles personagens carismáticos e cheios de camadas, que te fazem pensar sobre o real significado não somente de suas ações na trama, mas também de como o cinema ,mesmo após 120 anos, ainda pode nos fazer ficar de queixo caído com obras desse nível.


Filme sobre a história de Tonya Harding, patinadora que venceu várias competições e era uma das favoritas para os Jogos Olímpicos de 1994, ao lado de Nancy Kerrigan. Sua história ficou mais conhecida quando seu marido, Jeff Gillooly conspirou para quebrar a perna de Kerrigan, para que ela não competisse. O plano não deu certo, Tonya perdeu os prêmios e foi banida do esporte para sempre.


Por onde começar?

Pela protagonista, é claro. Margot Robbie (Esquadrão Suicida) entrega a melhor atuação de sua curta mas, promissora carreira. Logo no começo quando nos damos conta de que o filme será visto em flashbacks, podemos acompanhar a evolução de Tonya Harding, desde sua juventude até o auge/queda de sua carreira como uma das melhores patinadoras americanas do século.
Por ser um filme baseado em fatos reais, deve-se haver uma coerência durante todo o longa, e isso não falta. A montagem é impecável e a direção de Craig Gillespie (Horas decisivas) estão em perfeita sincronia com o que nos é passado.
Craig não é um diretor que cause unanimidade em suas produções, porém aqui, faz um ótimo trabalho e consegue tirar o máximo de seu elenco. Esse sim, o principal ponto forte da trama.


                                          Robbie muda tanto a cada fase da personagem, que
                                          mostra facilmente o motivo de sua indicação ao Oscar.

                         Margot introduz tantas nuances em Tonya que fica impossível não se cativar pela pela personagem. E mesmo após atitudes claramente tolas, ela dá a volta por cima e retoma mais uma vez nossa atenção e torcida. Muito bom ver que logo após interpretar uma personagem tão popular como a Arlequina, Robbie consegue deixar os trejeitos da vilã totalmente de lado, e entregar uma atuaçao digna de indicação ao Oscar.
Seja com 15, 20 ou 40 anos, é possível ver a personagem retratada ali na tela, tao fielmente, que daqui pra frente, não se surpreenda se Margot e Tonya começarem a ser vistas como uma só, assim como a atriz fez interpretando a vilã da DC.



                                 Allison Janney está impecável e odiável como LaVona Fay Golden


Outra atuação que merece destaque( é óbvio né) é a vencedora do Oscar, Allison Janney( Mom).
Em determinados momentos se tornando a antagonista da trama, ainda que o filme não tenha nenhum vilão específico nos 119 minutos de trama.
Allison interpreta a mãe de Tonya Harding, LaVona Fay Golden. Uma mulher que quer ver seu sonho de ser patinadora, realizado em sua filha e por isso, a treina de maneira dura, desde sua infância. Com um comportamento totalmente contrário ao que uma mãe deveria ser, LaVona nos mostra o reflexo que isso pode causar na vida adulta, de uma criança vítima de abusos e uma má-criação.
Allison Janney é soberba em cada fala e com um olhar que parece querer intimidar a cada segundo.


                                          RobbiESPETACULAR!!!


Outros personagens secundários também são bem desenvolvidos, como Sebastian Stan (Capitão América - Guerra Civil), que interpreta de maneira correta o marido de Tonya, Jeff Gilooly. A relação dos dois é bem retratada e nos faz criar opiniões e palpites sobre até onde tudo aquilo pode ir. Além dos figurinos fiéis aos da década de 80 e 90, e que não deixam a desejar.

Com uma uma linda fotografia e uma bela montagem de cenas, "Eu, Tonya", ainda proporciona lindos momentos nas pistas de gelo, com uma "Margot Robbie Atleta" nunca vista antes.
Esses e outros fatores, fazem deste um filme imperdível e delicioso; e com certeza merecia uma indicação ao Oscar de melhor filme. Ela não veio, mas com certeza a imagem e a história de Tonya Harding ficará em nossas cabeças por um bom tempo.



"É DE ENCHER OS OLHOS!"






                                                                                                                       NOTA: 10/10



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