A VINGANÇA PERFEITA (CRÍTICA)



REVIEW:
A VINGANÇA PERFEITA
(TERMINAL)

"Margot, você é chata de tão perfeita!"


A VINGANÇA PERFEITA (CRÍTICA)-geek-resenhas-netflix


Dois assassinos de aluguel (Max Irons e Dexter Fletcher) embarcam em uma missão suicida, encomendada por uma pessoa misteriosa. Até que surge uma mulher perigosa, Annie (Margot Robbie), que está mais envolvida nessa história do que aparenta. Ao mesmo tempo, um homem em estado terminal encontra uma mulher que o faz repensar sobre qual destino seguir.



Escrito e dirigido por Vaughn Stein, "Terminal" é um filme ao melhor estilo psicodélico. Conta com vários elementos já vistos em outras obras, como a fotografia escura de "O Duplo", o mistério por trás das falas dos personagens de "Corra!" ,e o ambiente traiçoeiro e de depravação de filmes mafiosos como "Caça aos gângsteres".
Terminal, no original, mescla de forma inteligente, o suspense e a violência, com uma fotografia inspirada e ambientes claustrofóbicos.



MARGOTvilhosa & Cia


Não é novidade que Margot Robbie tem um talento enorme. Seu bom trabalho em "Golpe duplo" a fez ganhar a chance de protagonizar uma das maiores vilãs dos quadrinhos, a Arlequina. E embora "Esquadrão Suicida" não tenha feito o sucesso esperado, a personagem foi o melhor ponto do filme e dia após dia, ganha cada vez mais força a ideia de um projeto solo da "Princesa palhaça do crime".
Após cativar o público geek, ela mergulhou de cabeça no filme "Eu, Tonya", onde interpreta Tonya Harding, patinadora artística que ficou famosa nos anos 90 pelas acusações de sabotagem e pelo seu  banimento do esporte. A atuação mia uma vez foi sensacional e a loira foi presenteada com uma indicação ao Oscar daquele ano.
Mas em "A Vingança Perfeita", ela consegue repetir o êxito?


SIM! E muito! Margot é o ponto alto do filme interpretando Annie. Ela é linda, astuta, sabe o que falar em cada cena, e tem um sorriso que te derrete (que ás vezes, lembra a Arlequina).

Annie é uma garçonete divertida e "língua -solta" que começa a aconselhar o único cliente de seu café, Bill,  interpretado por Simon Pegg. E esta dupla eleva o filme ao seu ponto mais alto. O entrosamento de Pegg e Margot é muito bom, e além do carisma que eles já tem por natureza, as revelações que vão fazendo um ao outro vêm a tela de uma maneira tão natural que nos fazem esquecer que aqueles eram apenas dois estranhos que acabaram de se conhecer (ou será que não?)

Bill é um homem que após passar por um médico charlatão descobre que tem pouco tempo de vida. Desamparado e a refletir sobre um possível suicídio , ele se vê parado em um terminal, onde encontra um simpático e estranho zelador que o aconselha a ir a cafeteria que ficava ali perto, e é justamente lá que ele conhece a divertida Annie, interpretada por Margot. Ela é a garçonete do local, e rapidamente dois começam o que parece ser um amizade divertida, apesar de repentina. E de certa forma, o pensamento e histórico de vida dos dois acaba os fazendo criar uma empatia, e tratando da morte de um modo bem mais leve do que a forma que antes ele via.


Com um ótimo roteiro, o diretor Vaughn Stein (que também assina o enredo) se aprofunda mais no passado de Annie e aumenta o suspense a cada segundo.

Como dito, os diálogos de Pegg e Robbie são ótimos, e se cruzam em um desfecho imprevisível.

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Entendo meu amigo Dexter, eu também não resistiria a ela


Do outro lado da trama, temos Vince e Alfred, interpretados por Dexter Fletcher e Max Irons, respectivamente. Uma dupla de criminosos que recebem uma missão de um anônimo que pede a eles que cometam um assassinato. Tudo ia bem, até que encontram a mesma Margot Robbie em vários lugares diferentes, como boates e prédios abandonados. Alfred cada vez mais se encanta com a loira, que parece o seduzir a cada palavra; enquanto Vince com seu jeito arrogante se mostra mais preparado para lidar com o charme da moça.

Desde o começo, Alfred se mostra bem hesitante para um criminoso, chegando a momentos que lembramos aquela história de "Tira bom, tira mau", só que de foras-da-lei. Vince é mais articulado, e a interpretação de Dexter é convincente, melhor que a de Iron, que ainda não repete o seu bom trabalho em "A Dama dourada"

Sem dúvida, o foco do núcleo dos rapazes é entregar o suspense e o verdadeiro propósito da história mas, o filme tropeça em clichês como o já dito "Tira bom, tira mau", sem profundidade em seus personagens, e caricatos em alguns momentos. A fotografia mais escura do filme ajuda mas, não entrega a tensão necessária por si só. De repente uma ajudinha da edição de som do filme teria deixado o ambiente mais claustrofóbico e solitário.

O filme tem apenas cinco personagens com maior destaque na tela, e o quinto é justamente Mike Myers (Ele mesmo, a voz do Shrek), ele interpreta o tal zelador da estação de trem, que assim como Margot parece teleporta-se pelo filme, ora sendo um homem inocente fazendo seu trabalho, ora sendo convidado para limpar a sujeira de criminosos. E por sinal, sempre de forma impecável.

Sem dúvidas, o ponto alto da trama é o seu plot Twist, que contém aquela famosa explicação do "porquê" de todas aquela ações que vimos terem sido praticadas. E cá entre nós, é uma explicação satisfatória, e coerente com o que vimos até então.
A produção evita deixar pontas soltas, e mesmo com uma certa forçada de barra em certos momentos, ainda é tolerável.


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Pegg, charmoso como só ele consegue ser


O destino terminal de todos os personagens é dirigido de maneira correta. A tensão é alta, e as cenas são muito bem filmadas, com atores entregando boas atuações nos momentos mais importantes. Um grande acerto do diretor foi fazer uma trama com poucos personagens, isso facilita a nossa absorção do filme e gravar melhor os nomes e rostos.
É aquele filme que você vai querer adivinhar com seus colegas o final ou o que vai acontecer mas, não irá conseguir.

Os 90 minutos do filme são perfeitos e não repetem o erro de muitos filmes recentes que apostam em sempre alongar algo que já está de bom tamanho, mais um ponto para Vaughn, diretor que trabalhou em produções como Guerra Mundial Z e Sherlock Holmes, e que se continuar apostando no "menos é mais" e tendo ótimos profissionais ao seu redor pode colher ótimos frutos mais adiante. E se o roteiro dele não é classe A, a direção é bem conduzida e o seu jogo de câmeras faz seus comandados mostrarem todo seu talento, e são eles que elevam o filme ao seu ponto mais alto.




"Terminal traz um roteiro inesperado, isso aliado a atuações inspiradas de seus protagonistas fazem dele um thriller de grande êxito, e que entretem de uma forma muito satisfatória".


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