THE WALKING DEAD – CRÍTICA DOS PRIMEIROS EPISÓDIOS



FINALMENTE...
THE WALKING DEAD VOLTOU!



Neste domingo foi ao ar o oitavo episódio da nona temporada de The Walking Dead, que também marca por ser o último do ano; a série agora só retorna em fevereiro do ano que vem, após seu hiato já conhecido.
E como todo mid-season finale que se preze, “Evolution” foi um presente para todos os walkers, e deixou os telespectadores com um gostinho de quero-mais para o que virar pela frente.
Os Sussurradores chegaram, e chegaram com tudo, pobre Jesus que o diga. Foi a primeira vítima feita pelos nômades que se disfarçam em meio aos zumbis e movem as hordas apenas com sussurros.
A morte de Jesus ( e que cena épica!!!) vem para confirmar que os Sussurradores não estão para brincadeira, e prometem ser uma ameaça tão boa quanto foi a de Negan e seus comandados durante as últimas duas temporadas.

O bando, liderado nos quadrinhos por Alfa e Beta, parece estar fielmente adaptado para a show semanal, mostrando que a showrrunner Angela King está sim fazendo um ótimo trabalho e recolocando The Walking Dead no caminho correto, após várias temporadas que oscilaram muito e fizeram grande parte da audiência migrar para outros programas.
Com oito episódios iniciais eletrizantes e que encerraram um ciclo que marcou história na TV mundial, a nona temporada chegou para mostrar e afirmar: The Walking Dead está de volta!

Magna sua linda!

Sim, The Walking Dead nunca nos deixou. No sentido literal, pois vendo as últimas temporadas (em especial as últimas duas) fica difícil entender como uma série de enorme sucesso e sempre tão bem roteirizada e produzida pode cair tanto de qualidade. Foi uma queda enorme na audiência, com uma perda que chegou a cerca de 10 milhões de telespectadores a menos entre a open season e o season finale de uma temporada.

O motivo? Foram vários.

O excesso de personagens, muitas histórias paralelas seguindo os grupos de sobreviventes, erros de produção, e acima de tudo um roteiro extremamente sem lógica e forçado (principalmente na oitava temporada) que nos levou a questionar se a série poderia voltar a ser aquele passatempo delicioso que salvava nossas noites de domingo.

O showrrunner foi trocado. Scott Gimple deu lugar a Angela King, e a moça não está brincando em serviço, e muito por causa de suas mãos na série, finalmente tivemos uma temporada a altura da história de The Walking Dead.

Apesar de despedida de personagens que amamos durante vários anos e sempre estarão em nossos corações como Rick Grimes e Maggie Greene, o nível do show não caiu, muito pelo contrário, atingiu seu ápice justamente no episódio de despedida de nossos amado líderes.
Rostos conhecidos que já estavam fazendo falta a tempos no programa, uma caminhada dramática de Rick até seu destino final, e uma surpresa de deixar os fãs de queixo caído. Finalmente, o tal do helicóptero misterioso mostrou a que veio, e promete expandir ainda mais a mitologia da série. E para completar, uma trilogia de filmes neste mesmo universo já está em pré-produção!

Parecia que não podia ficar melhor, mas a passagem de tempo que mostrou aquela Michonne sangue nos olhos que tanto queríamos rever, as comunidades em próspero avanço e acima de tudo, a fofura misturada a sagacidade de Judith Grimes. A garotinha cresceu na passagem de tempo Pós-Rick, e trouxe com ela uma aura renovada a The Walking Dead, e se o show ainda poderá render grandes momentos aos fãs, essas possibilidades passam muito por Judith.

Tanto pela atuação de Cailey Fleming  (A Justiceira) como pela qualidade do roteiro que ela irá receber. Nunca podemos esquecer do que aconteceu com Carl, um ótimo personagem mas, extremamente prejudicado por erros e mais erros dos showrrunners anteriores. Uma lição que mostra que apesar de boas atuações, nem sempre os intérpretes conseguem fazer milagres com o que recebem.
Outra grande adição a série foi o quinteto formado por Magna, Yumiko, Luck, Kelly e Connie. Personagens que trouxeram novas personalidades e novas visões de sobrevivência e história de vida, diversificando ainda mais os componentes de The Walking Dead. Eu, particularmente já estou apaixonado pela Magna (Nadia Hilker) e seu jeito marrento, batendo de frente até com Michonne Bad-ass! 

A aparente extinção dos Salvadores, e a explicação razoável sobre a saída de Maggie de Hilltop também ajudaram a fechar o ciclo que já se perdurava a tempo demais. A série, sem dúvida, ainda tem muito para dar e muito o que beber da fonte seja do material original de Robert Kirkman (roteirista das histórias em quadrinhos de The Walking Dead), ou de roteiros originais, que parecem ter tido a preferência, ao menos nessa temporada.

A troca dos “originais” por novos rostos no elenco e na produção ajudam muito a injetar sangue novo na trama, e a cada vez termos mais entrega em cena, além de originalidade, tornando cada episódio imprevisível, ainda mais após a saída dos dois líderes principais das comunidades, Rick e Maggie.
Michonne e Jesus conseguiram fazer mais nesses oito episódios do que fizeram em uma temporada inteira ano passado. Mostraram ter opinião e podem sim, se tornarem tão importantes quanto seus antigos líderes.

E claro, temos Jeffrey Dean Morgan brincando de atuar. Que monstro da atuação! Ele coloca tantas camadas em Negan, que fica impossível saber a próxima jogada do homem que tem “o pau maior que o do Rick!”
O ponto mais alto de sua interpretação foi sem dúvida seu diálogo derradeiro com Lauren Cohen, a Maggie. Mostrando que não precisa de ação, tiros, nem correria para fazer uma cena se tornar épica; apenas uma iluminação decente, roteiros alinhados e a alta qualidade dos intérpretes em cena. Palmas aos dois!

Ryan Hurst será o vilão Beta

E tudo isso que foi comentado até aqui, casa-se de maneira única, e abre caminho para uma nova era em The Walking Dead, a Era dos Sussurradores.

Mas quem são os Sussurradores?

Alfa, Beta e tantos outros formam o grupo chamado de Sussurradores. Humanos que abraçaram seu lado mais selvagem e para sobreviver,  se infiltram entre hordas gigantescas de zumbis, guiando-os com um talento aguçado de produzir sussurros, que praticamente soam na mesma frequência dos grunhidos emitidos pelos mortos-vivos. Além é claro, da caracterização com peles em decomposição e cabelos desgrenhados, os dando a aparência perfeita de um zumbi, permitindo sua aproximação ao lado de grandes oceanos de zumbis, dificultando muito a percepção de seus adversários.

Os intérpretes de Alfa e Beta já foram definifidos. Samantha Morton (Harlots e Animais Fantásticos) e Ryan Hurst (Filhos da Anarquia e Outsiders), respectivamente darão vida aos ardilosos antagonistas das HQ’s.
Jesus foi a primeira vítima mas, com certeza o nosso grupo de mocinhos não deixará barato e quando os grupos se encontrarem novamente, será tensão e adrenalina pura.

Bom, mas isso é história para ano que vem, mais precisamente, fevereiro; quando descobriremos quem são os mais adaptados para viver no apocalipse zumbi, o grupo formado por Alexandria, Reino e Hilltop ou os Sussurradores e seus incontáveis “aliados zumbis”. E você, de que lado está?


Uma homenagem as lendas Jeffrey e Lauren!





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