AQUAMAN REFORÇA A NOVA FASE DA DC!


OLHAR GEEK #10
AQUAMAN E SEU MAR DE POSSIBILIDADES


O ano de 2018 realmente foi um ano muito bom para todos os fãs da DC Comics. Com direito a lançamentos de quadrinhos incríveis como “Batman Damned” e “A Saga Metal”, um sucesso absoluto da série dos Titãs, na mais nova plataforma de streaming do momento, o DC Universe. O êxito incrível dos “Jovens titãs em ação nos cinemas”, com um humor delicioso e que fez tanto os baixinhos como os adultos se divertirem à vera nas telonas.
Porém, faltava a cereja no bolo. E que bela cereja o diretor James Wan nos entregou com o sucesso absoluto de Aquaman.

O herói antes motivo de chacota, mostra que pode sim render milhões e mais milhões para os cofres da produtora Warner Bros. O longa do Rei dos mares é unanimidade entre os fãs como um dos melhores filmes de super-heróis dos últimos anos. Isso não é pouco, ainda mais com um mercado cada vez mais saturado de adaptações das histórias em quadrinhos. Sem contar as belas cifras que está arrecadando em nichos muito importantes para a Warner, como na China.
Aquaman trouxe originalidade, e mostrou que a má fase do personagem é coisa do passado.

E por falar em passado, nem parece que apenas há um ano, a DC/Warner navegava em águas cada vez mais turbulentas devido ao mediano Liga da Justiça, e seu rombo de $300 milhões de dólares nos cofres da produtora.

Há quem tivesse dito no momento, que a Warner deveria desistir de seu universo de super-heróis, e que Aquaman seria a última pá de terra para fechar o caixão do Universo Estendido DC nos cinemas. Porém, quem achava isso, errou feio (ouviu Omelete??), a Warner sacudiu a poeira e deu a volta por cima, e logo já emplacando um sucesso de público e crítica como está sendo Aquaman.
Mas a que se deve essa mudança de paradigma de apenas um ano para o outro?


Maestro James Wan enquadrando a cena


Walter Hamada, conhecido por ser o homem que ao lado de James Wan, comanda talvez o universo de filmes de terror mais lucrativo da história, o Conjuring Universe. Formado pelos filmes Invocação do Mal, Annabelle e A Freira. Mas o que isso tem a ver com o Universo DC?
Bom, após o afastamento de Zack Snyder como coordenador-geral de todo o Universo DC(para mais detalhes, leia este texto) nos cinemas, o escolhido para ocupar sua vaga foi o japonês Walter Hamada, e mesmo que sem muita experiência em longas de super-heróis, o produtor já mostrou que sabe comandar um universo interligado de filmes de maneira bem competente, usando a base de tudo, a liberdade para o diretor mostrar o que sabe fazer de melhor.

No caso de Aquaman, James Wan teve carta branca para transformar o antes desconhecido, em um enorme sucesso, e fazer de Jason Momoa uma sobra para qualquer um que ouse viver o Rei dos Mares novamente em live-action.
Aquaman vem para mostrar que um trabalho mais cadenciado e sem exageros é exatamente o que a Warner precisa no momento, e os trabalhos megalomaníacos de Snyder apesar de trazerem ótimas referências aos quadrinhos, oscilava muito em respeito a parte cinematográfica , usando e abusando de furos no roteiro e obrigando o telespectador a usar todas as suas gotas mais requintadas de suor para poder entender a obra colocada na tela pelo diretor.

Wan trouxe um filme completo, e que fala por si só. Com humor na medida certa, ação para tirar o fôlego quando necessário, e cenários deslumbrantes que te jogam dentro do enredo.
Até o famoso CGI da Warner, tão criticado nos últimos filmes, está lá em sua plena magnitude. Sem exageros, apenas belo por natureza, acompanhando uma maquiagem digna de Oscar.

Walter Hamada, novo presidente da DC Films


O filme do Aquaman pode ser um renascimento para o personagem, assim como foi nos quadrinhos com o brasileiro Ivan Reis, mas também pode ser interpretado como um renascimento da DC nos cinemas, mostrando que pode sim, competir de igual para igual com qualquer produtora concorrente, traçando linhas que podem se cruzar suavemente levando todo este universo de super-heróis a algo grandioso.

Ao olharmos para a proposta inicial da Warner, ao trazer um universo mais sombrio para os cinemas, e vermos Aquaman hoje nos cinemas, mostra uma forte guinada no estilo inicialmente proposto, mas isso é bom. Até porque um universo mais dark seria muito melhor recebido em um filme de personagens que permitam isso, como Batman e a Liga da Justiça Sombria por exemplo.

Já quando assistimos filmes do Superman e Esquadrão Suicida em um tom tão depressivo e um filtro escuro como o escolhido, não nos relembramos em nada dos personagens tão vibrantes e ativos que eles são nos quadrinhos. Isso não é uma crítica ao tom mais sombrio nos filmes de super-heróis, e sim uma crítica ao não saber fazer um filme sombrio de super-heróis, transitando entre o colorido explosivo e o dark angustiante. Ambos extremos, e como todos os extremos, repleto de defeitos.

Aquaman, assim como a Mulher Maravilha de Patty Jenkins, deu uma aula de como se faz um filme de super-heróis. Sem exageros, respeitando a mitologia de cada personagem, com um show de interpretação de seus protagonistas, e uma reciprocidade do público e crítica que mostra que não existe perseguição contra os filmes da DC Comics, e sim contra os filmes ruins da DC Comics. Afinal, os longas da editora estão entre as maiores notas de aprovação em filmes de super-heróis, em todos os sites especializados.
E é com otimismo que digo, que isso é apenas o começo, e que podemos esperar muitos mais da dobradinha DC/Warner, cativando ainda mais seus fãs e calando a boca dos haters de plantão.


A nova cara da DC nos cinemas, com Shazam e Aquaman


Hamada e Wan mostram que quase tudo que tocam vira ouro, pelo menos até o momento.
Para o próximo ano, outro amigo de Hamada, David Sandberg traz Shazam para as telas, e o diretor Todd Philips tem um enorme desafio ao apresentar o filme de origem do Palhaço do crime em “Coringa”. Os filmes terão uma obrigação enorme de apresentar esses dois ícones da banda desenhada de uma forma nunca antes vista, como protagonistas, e não apenas um apoio. E quem sabe futuramente serem parte de algo maior no Universo Estendido DC?

Após esse ano, a DC/Warner ganhou os holofotes novamente e recebeu mais uma chance para mostrar que uma boa história para ser boa não precisa querer ser épica a todo momento, necessita apenas nos cativar e trazer os elementos que vemos em nosso cotidiano, como o amor, a perseverança e acima de tudo, a humanidade.


“Aquaman mostra uma nova fase da DC, e ela é extremamente promissora!”




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