THE WALKING DEAD (09x12) "GUARDIANS" - CRÍTICA


THE WALKING DEAD (09x12) "GUARDIANS" - CRÍTICA


“Um tropeço no caminho”


Foi ao ar no último domingo “Guardians”, o mais novo episódio de The Walking Dead, e nele, tivemos um pequeno tropeço na trama que se desenrolava tão bem nesta temporada. O diretor do episódio foi Greg Nicotero, e o mesmo dividiu “Guardians” em dois núcleos; de um lado Michonne e sua busca pela democracia (ou não) em Alexandria, e do outro lado, tivemos um vislumbre do modus operandi e do “lar” dos Sussurradores, ao entrarmos no acampamento do grupo.
Duas histórias, que apesar de terem abordagens diferentes, ficarão cada vez mais conectadas à medida que o grupo de Alfa migra de encontro aos “mocinhos” da trama.


"Enquanto uma comunidade se esforça para amenizar as tensões internas, a verdadeira natureza de outro grupo se torna o foco; uma missão de resgate a um amigo tem consequências mortais"




Tivemos um episódio com alguns tropeços no roteiro assinado por LaToya Morgan , a maioria (praticamente todos) em Alexandria. Começando pela insistente tentativa do “Conselho de Alexandria” em organizar a tão aguardada “Feira das comunidades”. Óbvio que uma feira de comércio, interligando mercadorias, artes e laços entre pessoas é tudo que queremos para reestabelecer a ordem após um apocalipse zumbi, porém tratar de uma organização deste tamanho com uma ameaça maior ainda lá fora é um erro gravíssimo. E Michonne ter aceitado essa decisão é praticamente servir seus amigos na bandeja para os zumbis.
Outro agravante é justamente a ameaça dos Sussurradores, já que eles dificultam de forma magistral a percepção do que é zumbi e o que é humano, tornando um simples morto-vivo uma grande ameaça, de modo que você nunca sabe realmente se aquele zumbi o irá atacar com os dentes ou com uma espingarda.

Porém, ficou claro que apesar de tudo isso, a Feira vai acontecer, e suas consequências só saberemos ao decorrer da nona temporada.
Outro ponto fraco do episódio são os “Casos de família” envolvendo Rosita, Padre Gabriel, Siddiq e Eugene.
Rosita está grávida, e o filho é de Siddiq. Porém quando a moça descobriu, ela já estava em outro relacionamento, com Padre Gabriel. Eugene, por sua vez fica do lado como um fiel escudeiro, que na verdade, quer mesmo é dá uma provada no mel de Rosita também. E no final das contas, essa Rositalândia vive em perfeita harmonia dentro de Alexandria!
Enfim, parece que somente as estacas de Alfa darão fim a metade desses personagens e reestabelecer a ordem. Minha aposta? Rosita e Eugene não chegam vivos até os créditos do último episódio.



Algo bom que tivemos em Alexandria neste episódio foi a interação entre Michonne e Negan. Dois ótimos atores, e com uma boa sintonia em cena.
Judith também deu as caras, e Cailey Fleming mostrou ter um futuro brilhante em sua carreira de atriz.

O ACAMPAMENTO DOS SUSSURRADORES

O núcleo que salvou “Guardians” não poderia ser outro. O Sussurradores que podem não ser os mais amados pelos fãs, mas com certeza são mais interessantes de ser ver sobrevivendo.
Alfa montou um modus operandi tão perfeito e intenso, que fica claro o motivo dessas dezenas de seguidores permanecerem fiéis a ela. A habilidade que todos têm em se locomover de forma despercebida, de direcionar os mortos-vivos para onde bem queiram, montando hordas enormes de zumbis, de permanecer invisível aos perigos mesmo sem portas e muros, enfim; todos artifícios desenvolvidos para sua sobrevivência são admiráveis e extremamente palpáveis.
IMAGEM
A interação de Alfa e Lydia é muito boa e revela muito dos sentimentos que a menina tem pela mãe, com sua mente atormentada e muita confusa em relação ao que deve ou não fazer. Entre ser racional ou deixar o sangue falar mais alto.
Samantha Morton mostra ser a atriz perfeita para trazer Alfa para fora dos quadrinhos. Ela tem uma dicção sensacional, e com máscara de zumbi ou não, nos causa arrepios a nos encarar.

E por falar em arrepio...

Sim, este cara roubou o episódio. Que caracterização sensacional e arrepiante!


Ryan Hurst entregou um Beta de dá calafrio, não só ao pobre do Henry, mas a todos nós. Ele não tem a eloquência, nem a voz de comando da Alfa mas nem precisa, porque com quase dois metros de maldade, ele não precisava nem falar.
Beta é grande, escroto, com uma grande barba e extremamente bruto. Ele ajuda nas tarefas de segurança e sabe tirar uma pele de zumbi como ninguém, lembrando uma versão mais bruta do próprio Daryl. Beta é o soldado perfeito para Alfa, e por isso, o seu imediato no comando dos Sussurradores.

Este grupo que parece tão metamórfico e sólido que parecia impossível achar uma brecha para ataca-los. Mas, Daryl encontra.
Acompanhado de seu Cachorro e Connie, nosso arqueiro predileto promove uma reviravolta um pouco forçada, mas que funciona bem e serve para Lydia, definitivamente , escolher o lado que quer ficar durante a guerra que se aproxima. Guerra esta, que terá Beta e Daryl, como peças essenciais nos seus respectivos lados.


No próximo episódio teremos o tão aguardado encontro entre Daryl e Beta; e promete ser épico. É torcer para termos nossas expectativas correspondidas e aguardar este tão esperado confronto.
Pois esta domingo The Walking trouxe um episódio mediano, porém semana que vem, o ritmo deve não só superar “Guardians”, como os demais episódios pós mid-season. É aguardar para ver!



Nenhum comentário:

Postar um comentário