THE WALKING DEAD (09x14) “SCARS” – CRÍTICA


THE WALKING DEAD (09x14)
“SCARS” – CRÍTICA



“Deliciosamente angustiante”


No último domingo foi ao ar “Scars”, décimo quarto episódio da nona temporada de The Walking Dead, e que literalmente, botou o dedo na ferida e resolveu alguns assuntos que estavam inquietando os walkers de plantão. De quebra, tivemos um dos momentos mais chocantes e dramáticos de toda a série. “Scars”, sem dúvidas é um grande episódio, e só não é o melhor desta temporada, por causa do quinto episódio, que trouxe a despedida de Rick Grimes da série.

“A chegada de uma pessoa de fora força Alexandria a reviver traumas antigos devastadores; segredos espantosos do passado são revelados”

O roteiro escrito por Corey Reed e Vivian Tse é maravilhoso, e a direção de Millicente Shelton é competente. Mas foram dois nomes que roubaram toda a atenção em “Scars”: Danai Guirra(Michonne) e Cailey Fleming(Judith).
Este episódio se passou em dois tempos distintos, o atual, e o outro passando-se pouco tempo depois da “morte” de Rick. Para distinguir bem os dois momentos, um filtro de imagem diferente foi usado para cada época, algo que ficou bem contrastante na tela e referencia à história de modo eficaz.
O ponto alto do show ficou com os flashbacks que nos mostravam as respostas de várias dúvidas em aberto que tínhamos, como por exemplo: o significado da cicatriz em “X” no corpo de Michonne e Daryl, e o porquê da mudança de personalidade de Michonne, tornando-se essa pessoa mais fria que é agora.
No passado, tudo começou quando ainda em meio ao luto de Rick, Alexandria recebe uma nova moradora, uma mulher que precisava muito de ajuda, seu nome era Joycelin(Rutina Wesley). Descobrimos que ela era uma grande amiga de Michonne antes do fim do mundo; e que ela tinha várias crianças sob seus cuidados, e claro, que Michonne abriga todos em Alexandria, pensando por um momento ter encontrado a paz em meio a tantos percalços no caminho.Mas nós sabemos que em The Walking Dead a paz nunca dura muito, e Michonne descobre da pior maneira o que o apocalipse zumbi tinha feito com sua velha amiga.
Joycelin com a ajuda de suas crianças, rouba boa parte dos mantimentos de Alexandria, e o pior, sequestra todas as crianças da comunidade, incluindo Judith, a filha de Michonne.
Uma busca se inicia com Daryl e Michonne indo atrás de Joycelin, o que termina nos dois caindo em uma emboscada, e sendo marcados com um “X” em brasa nas suas costas, provavelmente para serem caçados como gados posteriormente.
Felizmente, eles conseguem fugir e matar Joycelin, porém o pior estava por vir. Para chegar a Judith e às outras crianças, Michonne teria que passar por outras mais, outras crianças que eram obedientes a Joycelin, e não deixariam Michonne sair de lá com vida. Algo precisava ser feito e Michonne o fez.
Em uma das cenas mais dramáticas da história de The Walking Dead, Michonne é forçada a matar cada um dos meninos e meninas que a separavam de Judith. Danai Guirra dá um show de interpretação e podemos sentir em seus olhos a dor que sua personagem passa naquele momento. E podemos entender toda a angústia e tensão que Michonne vive desde então, ela precisou ir além de qualquer limite, de qualquer ética que ainda tinha para não perder aquilo que tinha de mais precioso. Ela vive todos estes últimos anos tendo que olhar para sua filha crescendo e relembrando tudo o que precisou fazer para ela estar ali brincando com seus amiguinhos, e sabendo que muito provavelmente, Judith terá que passar por decisões tão difíceis quanto essa no futuro. Pois nesse momento do mundo, não há mais espaço para a inocência, e a luta pela sobrevivência fala cada vez mais alto.
Como Rick disse uma vez: “Agora ou você é um zumbi, ou é uma pessoa muito inferior ao que você era antes”.
E “scars” joga isso na nossa cara de uma maneira deliciosamente angustiante. Isso é The Walking Dead sendo The Walking Dead; extraindo o melhor e o pior das escolhas de cada ser humano quando chegado ao seu limite.
Nos dias atuais, quando Michonne enfim decide dividir estas terríveis lembranças com Judith, temos um diálogo maravilhoso, com as duas atrizes entrosadíssimas em seus personagens. Aliás, até o momento todos os diálogos de Judith, seja com Michonne, Daryl ou Negan são perfeitos e carismáticos; uma ótima mescla dos roteiristas da série e da intérprete Cailey Fleming, mostrando que tem um futuro brilhante a ser explorado.


Após a conversa com Judith, e uma linda pausa para reflexão diante do túmulo de Carl, Michonne decide dar uma nova oportunidade as pessoas, e ajudar o grupo de Daryl, Henry, Connie e Lydia(cada vez mais uma Hilltopiana), os ajudando a chegar ao seu destino. E apesar de redentoras, as decisões tomadas por Michonne neste episódio trarão efeitos muito importantes nos episódios seguintes, podendo respingar mais sangue ainda nas mãos de nossa espadachim. E na próxima semana, teremos mais da guerra contra os Sussurradores, e um desenrolar ainda mais dramático(se é que é possível) de toda a estrada até aqui.
Após Scars terminar, saímos com a impressão de que assistimos algo que irá marcar nossas vidas para sempre, e mesmo que não marque, já serviu para entendermos o porquê de muitos considerarem The Walking Dead como a melhor série do mundo. !

“The Walking Dead está cada vez melhor, e as estacas cada vez mais perto. Os dois últimos episódios da nona temporada serão imperdíveis, e assim como toda a temporada até aqui, uma ótima mistura de sangue, suor e lágrimas. E afinal, é isso que adoramos em nossa amada série”



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