SHAZAM E O VALOR DA FAMÍLIA!


COM UMA PALAVRA MÁGICA,
A DC COMICS MUDA O CINEMA MAIS UMA VEZ!



Foi ano de 1978, que o universo de filmes de super-heróis provou pela primeira vez do sabor do sucesso, com o lançamento do filme do Superman. Dirigido por Richard Donner, e protagonizado por Christopher Reeve, Superman é até hoje o melhor filme do Homem de Aço em live-action, e mostrou ao mundo inteiro que os personagens de histórias em quadrinhos poderiam não só ter um espaço no mundo do cinema, como protagonizarem grandes sucessos de público e crítica.

Trinta anos mais tarde, uma nova revolução com outro personagem da DC Comics. Batman: O Cavaleiro das trevas se tornou um dos melhores filmes da história do cinema, e fez isso trazendo uma nova versão do Batman, uma versão muito mais humana, palpável e sombria; e que trazia muito mais além do Batman. Personagens como Alfred, Lucius Fox, Harvey Dent, e claro, o Coringa, aumentaram seu valor na cultura popular e o diretor Christopher Nolan, caiu nas graças da Warner Bros com O Cavaleiro das trevas rendendo mais de um bilhão de dólares em bilheteria.
Antes do longa, o Batman era visto como um personagem ultrapassado e que não faria mais sucesso no universo cinematográfico, ainda após o fracasso de Batman & Robin, dirigido por Joel Schumacher. Mas Nolan, provou o contrário, e mostrou que podemos sim ter um filme épico do Batman, e que pode agradar todos os públicos, incluindo crianças e os mais exigentes críticos de cinema.



Agora, estamos em 2019, e após alguns tropeços da DC Comics, o filme do Shazam é visto como uma incógnita por muitos, porém nas mãos do diretor David Sandberg e com um grande elenco que mergulhou de cabeça na essência do personagem, com apenas uma palavra mágica a DC muda o cinema mais uma vez, e prova que em um século repleto de exemplares de filmes de super-heróis sem alma e sem ousadia, podemos sim, ter um filme que reúna efeitos especiais e roteiro, além de um algo a mais, o valor da família.

E não só mostrar a perda de um ente querido de um super-herói para humanizá-lo, mas fazê-lo lutar com toda sua garra, para não ter que perdê-los para perceber seu valor.
Shazam é muito mais que um filme de super-herói ou um blockbuster, é um longa que nos entretém, nos diverte e nos empolga, independente de sua idade; e acima de tudo, nos ensina que o nosso maior tesouro pode estar bem ao nosso lado, e nosso maior poder pode estar dentro de nós; basta apenas usarmos uma palavra mágica.



Assim como Dr. Sivana(Mark Strong), vilão do longa; o personagem de Billy Batson(Asher Angel) provavelmente também abraçaria o lado do ódio e da amargura senão encontrasse em seu caminho alguém que se importasse com ele; que o tratasse e respeitasse como o que ele é: apenas uma criança, levada algumas vezes, e incompreendida muitas outras vezes.
É desde o começo do filme até a última cena que a família é ponto de principal de discussão da produção de David Sandberg. Com a família negligente que não observa o seu filho, com a família caridosa que abre as suas portas para pessoas que nem conhece, a mãe que abandona seu filho, e o menino que encontra sua família bem na hora que mais precisava.

Dorothy já dizia que “não há lar como o nosso lar” e provavelmente ela estava certa, pois tirando o nosso lar, qual outro lar nos resta? Qual lar nos deixa tão felizes e protegidos como o nosso?
Um irmão lutar contra o outro que deseja lhe tirar tudo(Aquaman); um homem de bem ser obrigado a enfrentar um rival para não ter sua mãe morta(Batman vs Superman), um homem batalhar todo os dias para salvar sua cidade, assim como seu pai o ensinou a sempre ser um homem melhor(Batman). A família sempre esteve presente nos filmes da DC Comics em parceria com a Warner Bros. Mas foi apenas em Shazam!, que conseguimos perceber o quão importante é ela estar ao seu lado nas horas mais difíceis, até mesmo quando o mundo está próximo de acabar e toda a lógica pesa contra você.
Não é a toa que a reunião de toda a “Família Shazam” é o ponto alto do longa, e chega a arrepiar ver todas aqueles jovens com o raio reluzente em seu peito lutando juntos pelo bem do mundo e de seu mais novo irmão Billy.

Eugene e Darla são os personagens que mais chamam a atenção em cena, e entregam momentos hilários, transformados em Shazam ou não. Além é claro de Freddy Freeman, o braço direito de Billy, e que traz uma chuva de referências da cultura pop para as telas; tem desde Aquaman até Rocky Balboa. Jack Dylan Grazer está impecável como Freddy, e mostra que pode ser um dos grandes atores desta nova geração, principalmente quando o assunto é comédia. A cena da loja de conveniência também é um show a parte do garoto.



E por fim temos o nosso Shazam, Zachary Levi.
Perfeito em cada expressão, Levi mostrou que amou cada segundo interpretando o Shazam, e junto a Gal Gadot como Mulher Maravilha e Jason Momoa de Aquaman, forma a “Trindade do Carisma da DC Comics”, diversificando o núcleo de filmes de super-heróis e trazendo cada vez mais paixão e alegria para os cinemas do mundo todo.
Zachary realmente entrou no personagem e foi sensacional tanto nas cenas mais dramáticas como nas cenas de luta contra Dr. Sivana, interpretado pelo sempre com cara de vilão e sempre perfeito Mark Strong.

Shazam brinca de ser super-herói sendo um super-herói, e brinca de ser adulto sendo um adulto. Ele é tudo que precisávamos assistir em um fim de semana com a família. É divertido quando tem que ser, emocionante quando tem que ser, e arrepia quando tem que arrepiar.




Shazam não apresenta uma “Nova DC” como muitos estão dizendo, mas a mesma empresa, falando daquilo que sempre falou em suas produções; de quem nos protege, nos aprecia, e faria de tudo pelo nosso bem: a nossa família!




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