POR QUE NÃO PRECISAMOS DE UM “HOMEM DE AÇO 2”?



MAN OF STEEL 2, SUPERGIRL
E MAIS ZACK SNYDER!



POR QUE NÃO PRECISAMOS DE UM “HOMEM DE AÇO 2”?


Nunca foi tão bom ser geek(ou nerd, para os mais antigos) como tem sido nas últimas duas décadas. Os fãs da cultura pop são bombardeados diariamente com dezenas de notícias a respeito de projetos vindouros dos mais variados tipos e plataformas.
Os filmes de super-heróis são cada vez mais populares, e qualquer notícia que fale sobre um determinado herói, ou uma possibilidade de uma nova produção sempre é muito comentada e fazem centenas de fãs se encherem de esperança para ver novos projetos de seus personagens favoritos nas telas do cinema.

Nos últimos anos, um dos filmes mais comentados e discutidos pelos fãs do gênero heróico, é um possível Homem de Aço 2, ou no inglês, Man of Steel 2.
O longa Homem de Aço, lançado em 2013 pela Warner Bros em parceria com a DC Comics, seria o responsável por iniciar todo um universo compartilhado de filmes de super-heróis, tal qual a Marvel faz junto a Disney.

E que modo melhor de iniciar um Universo Cinematográfico DC do que com o primeiro super-herói de todos os tempos, o Superman??!!

Criado em 1938, e desde então, uma das maiores fontes de dinheiro da DC Comics, o Azulão traz em seus ombros a responsabilidade de ser um divisor de águas no gênero das histórias em quadrinhos. Praticamente sem ele, não haveria nada após, e se houvesse, demoraria bastante para acontecer.



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O diretor Zack Snyder e o roteirista David Goyer se juntaram para escrever uma origem de Clark Kent, desde a destruição de seu planeta natal Krypton, até seus primeiros passos(ou vôos) em solo terrestre.

Henry Cavill foi o escolhido para dar vida ao Homem de Aço, e com direito a Christopher Nolan na produção do longa, tudo indicava que a Warner chegaria chutando a porta e se igualaria rapidamente com a concorrente Disney nas telonas.

Porém, após o lançamento de Homem de Aço, as críticas mistas do público ao filme, ligaram a luz amarela na Warner.
Bom, ninguém pode dizer a alguém do que gostar ou não gostar, e cada telespectador deve tirar suas próprias conclusões sobre a obra, pois a arte só vira arte, quando é apreciada por olhos que a julgam uma arte; sem o público, ela é só um enfeite.
Mas é claro que fatos incontestáveis também fazem parte da exposição de uma arte(ou enfeite, se aquilo não lhe servir). E é incontestável que Man of Steel trouxe um sentimento “incômodo” ao abordar o Superman de uma forma diferente a que fomos acostumados a ver o herói atuando nos quadrinhos e em filmes mais antigos como os de Christopher Reeve e Richard Donner.

Esse “incômodo” causado pela direção de Zack Snyder pode atiçar parte do público a abraçar esta abordagem nova, ou decepcionar(como este que vos escreve) quem esperava ver no cinema algo mais familiar à mitologia de Kal-El.

O modo com que a produção de Snyder aborda a origem de Clark em Krypton até o estopim de seu poder na luta final contra o General Zod, tornou-se algo lento, e que muitas vezes retirou muito do carisma do herói, para entregar uma trama mais “palpável”. Em poucas palavras, Snyder deixou o Superman menos Super, e mais Man.

Muitos gostaram desta abordagem e fizeram o filme abocanhar mais de U$600 milhões de dólares em bilheteria, um valor satisfatório para o orçamento de cerca de U$250 milhões de dólares; mas que poderia ter sido ainda melhor, com uma recepção menos mista dos fãs, que sentiram que a essência do personagem não estava sendo bem representada no geral.
Henry Cavill é um bom ator(não ótimo), e consegue entregar um bom Superman, porém limitado devido a certa apatia que seu personagem demonstra por ordens da dobradinha Goyer/Snyder.
Como Clark Kent, Cavill deixa muito a desejar e sua expressão permanece impassível, algo totalmente diferente das ótimas facetas e mudanças de expressão que Richard Donner conseguia extrair de Reeve em 1978. E mesmo sem querer comparar os trabalhos, é impossível não usar o clássico de parâmetro.

A direção inconsistente de Man of Steel e as escolhas equivocadas de viradas de roteiro, como a preguiçosa cena da morte de Jonathan Kent, ou a insistência em Lois Lane praticamente se “teleportar” para todos os cantos, só reforçam o equívoco da equipe criativa ao querer humanizar um personagem, mas fazendo isso da forma errada, o tornando extremamente vulnerável e sem expressão, algo que dificulta não só a aprovação de fãs mais exigentes, como atrapalha a obtenção de novos fãs para a franquia, que acabam não se interessando por um herói que parece salvar o mundo com má vontade.

Mesmo com vários pontos positivos, como a introdução de uma maravilhosa Krypton, uma lutas de tirar o fôlego e os ótimos vilões Zod e Faora, Man of Steel poderia ter entregado bem mais do que entregou, e quem sabe não era ali, a hora ideal para a Warner ter uma boa conversa com Zack Snyder?



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A LIGA DA JUSTIÇA

Outro fator que pesa para a não produção de um Homem de Aço 2 foi a recepção negativa do filme da Liga da Justiça, longa que recebeu críticas bem abaixo do esperado, e sepultou o caminho na franquia de vários membros do elenco e produção do filme como o diretor Joss Whedon, o Batman de Ben Affleck e o Cyborg de Ray Fisher.

Fica extremamente complicado para a Warner produzir um novo filme do Superman de Cavill sem não se apegar a uma Liga da Justiça que fracassou em sua missão de ser o ápice de um projeto.
O orçamento para um Homem de Aço 2 provavelmente seria parecido ao utilizado no primeiro filme, o que acarretaria no perigo de uma perda de capital por parte da Warner, já que se o público não abraçasse a produção, as bilheterias seriam bem inferiores ao primeiro Homem de Aço, que arrecadou muito em função de seu hype, que no caso de uma sequência, contaria com um público já com um pé atrás.

Henry Cavill ama interpretar o Superman, e deve ser muito dolorido para o ator não ter aproveitado esta experiência ao máximo, mas por decisões maiores que ele, e por seu mal aproveitamento em cena, ficará difícil o vermos em ação novamente nos cinemas como o Homem de Aço.


Mas senão temos um Superman nos cinemas, quem poderia ser o arauto de esperança da DC Comics nas telonas?

Bom, temos uma fortíssima candidata à vista!


Recentemente surgiram rumores de que a Warner teria encomendado um roteiro para o filme solo da Supergirl. Muitos fãs ficaram com um pé atrás sobre a possibilidade de um novo filme da heroína; porém, será que existe espaço para ela no atual Universo Estendido DC?

A Supergirl foi criada no ano de 1958, por Otto Binder e Curt Swan, e sua criação tinha como objetivo explorar ainda mais a mitologia do Superman, maior herói da história dos quadrinhos. A mais famosa detentora da alcunha de Supergirl foi Kara Zor-El, prima do Superman, e última sobrevivente de Argo City, uma pequena cidade que se desprendeu durante a explosão que destruiu o planeta Krypton.

Kara chegou a Terra, após Brainiac ter destruído seu lar, e o pai de Kara, Zor-El, sem alternativa, ter enviado a filha para o nosso planeta. Aqui, Kara foi  encontrada e treinada por Batman e Superman; uma dupla de professores e tanto, não é?

Supergirl já apareceu em diversas mídias mas suas aparições mais marcantes foram no filme de 1984, intitulado “Supergirl” e na série de mesmo nome, criada em 2015. No filme de 84, Helen Slater deu vida a heroína no filme controverso e que não conseguiu chegar nem perto do sucesso conquistado pelo Superman, de 1978. Curioso que a produção do longa da heroína foi justamente feita para aproveitar o sucesso do filme do Azulão.
O elenco era bom e contava até com a estrela Mia Farrow, porém, o roteiro e direção de Jeannot Szwarc passaram longe da mesma qualidade que Richard Donner colocou no filme do Homem de Aço.
Helen Slater tinha muito carisma na época mas, mesmo assim não conseguiu emplacar sua personagem e o filme ficou esquecido no tempo.

Outra adaptação da Supergirl é a da atual série exibida pela CW nos Estados Unidos (e Warner Channel, no Brasil). O show está em sua quinta temporada e entrega uma boa audiência; além da boa interpretação de Melissa Benoist, na pele da Última filha de Krypton. Mas apesar do sucesso da série e dos filmes de super-heróis atualmente, é viável um novo filme solo da heroína?



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Helen Slater no filme de 1984


Bom, no momento a resposta parece ser... SIM!


Estamos na Era das Heroínas no cinema, e se antes Batman, Superman, Homem-Aranha e companhia limitada lideravam bilheterias em suas super produções; hoje são as mulheres que encantam e arrastam multidões para as salas de projeção.

Mulher Maravilha fez história e já virou um clássico. Com uma Gal Gadot deslumbrante como a filha de Themyscira, e uma direção afiada de Patty Jenkins, o filme solo da heroína é um dos maiores orgulhos dos DCnautas nos cinemas. Destaque para Gal, que com beleza, garra e um talento impressionante, praticamente trouxe a própria Diana Prince dos quadrinhos para as telas.
Isso sem contar o filme solo da Viúva Negra, de Scarlett Johansson, que finalmente sairá do papel em breve, e que promete trazer uma narrativa forte e de deixar muito herói marmanjo no chinelo.

Com esses sucessos de heroísmo e charme feminino, um filme da Supergirl cairia como uma luva nos próximos anos, e mais do que isso; quem sabe não colocar a Última Filha de Krypton como um dos grandes alicerces de uma nova Liga da Justiça??!!


CALMA, NÓS EXPLICAMOS!


É de conhecimento de todos os fãs de filmes de super-heróis que o Universo Compartilhado de filmes da DC Comics, o DCEU, não agradou o que era esperado; todavia, filmes como Mulher Maravilha, Aquaman e Shazam fizeram um enorme sucesso com o público, deixando uma dúvida na cabeça dos executivos da Warner sobre qual caminho seguir.
Bom, a resposta pode ser interessante; termos dois universos DC Comics nos cinemas!

Um com estas produções que deram certo e suas sequências, como Mulher Maravilha 1984, Aquaman 2 e Shazam 2; e um outro universo com releituras de super-heróis que não deram tão certo na primeira versão deste universo como o próprio Batman, que deixou a desejar na versão de Ben Affleck, e também contando com super-heróis inéditos, onde caberia perfeitamente nossa heroína Supergirl.

Deixar o Azulão na geladeira por um tempo e dar lugar a uma “Azulona”; uma certa Kara Zor-El. Isso mesmo! Um novo universo de super-heróis, uma nova Liga da Justiça, uma nova líder.

Assim como a Mulher Maravilha é uma forte liderança na Liga que conhecemos no filme de Joss Whedon em 2017, Supergirl pode se tornar uma substituta do Superman nesta espécie de Terra 2. E na companhia de mais heróis ainda não apresentados no atual DCEU, como Lanterna Verde, Gladiador Dourado e Mulher Gavião. Todos estes, projetos em desenvolvimento pela equipe criativa da Warner, e que podem se tornar algo único e do tamanho da DC Comics.

 Ainda assim é preciso muito cuidado ao adaptar uma obra desse tamanho para o cinema, ainda mais se tratando de um dos públicos mais exigentes que existe, que são os fãs de histórias em quadrinhos, que raramente entram em um consenso sobre as adaptações de seus personagens favoritos.




Para o longa da Supergirl funcionar de maneira correta é necessário uma base por trás dele. Coadjuvantes que ajudem Kara em sua missão na Terra; um vilão que explore as raízes e fraquezas da personagem; sem contar um roteiro que se aprofunde na ancestralidade de Krypton, trazendo ainda mais sentimentalismo na conexão entre Supergirl e Superman.
No final das contas, sem esses fatores, um filme solo da Supergirl se tornaria apenas mais um Capitã Marvel, genérico e confuso demais; desrespeitando uma das heroínas mais poderosas das histórias em quadrinhos.


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