THE WALKING DEAD (10x01): “LINES WE CROSS”


A ANÁLISE
DO OPEN SEASON
DE THE WALKING DEAD!



THE WALKING DEAD (10x01): “LINES WE CROSS”


O primeiro episódio da décima temporada de The Walking Dead começou ao melhor estilo “Gravidade”, com nada menos que um satélite vindo diretamente do espaço em direção à Terra. ISSO MESMO! UM SATÉLITE!
Mas calma que antes de nós podermos sentir um cheirinho de Michael Bay no ar a sequência é interrompida por cenas ao melhor estilo The Walking Dead “raiz”.

Com um intenso treinamento de ataque comandado por Michonne, Daryl e Aaron, as comunidades de sobreviventes mostraram um dos motivos de Oceanside ser tão importante nesta temporada, afinal são poucos lugares que podem dar uma área tão ampla e “segura” para um treinamento de dezenas de pessoas, onde são utilizadas as mais variadas armas brancas; desde facas até arcos, lanças e machados.

Um dos grandes destaques desta abertura de temporada foi a bela direção de fotografia de Duane Charles, mostrando que o belo visual apresentado nos teasers da temporada também marcará presença com a bola rolando.
Sem deixar o telespectador respirar, já somos colocados em alerta com a aparição de peles trazidas pela água, podendo ser uma indicação de que há Sussurradores por perto dos “mocinhos”(como diz Michonne no episódio).
Porém neste capítulo, como era esperado, você não verá uma presença física tão marcante dos Sussurradores, e sim, uma grande marca no passado daqueles sobreviventes. O que cada um perdeu em meio a aparição deste novo inimigo. Desde Aaron relembrando a morte de Jesus, Daryl mencionando Tara, ou Carol tentando se desligar daquele mundo que lhe tirou mais um filho.

É bom saber desde cedo que nesta temporada teremos o foco no desenvolvimento de vários personagens aleatórios, como Eugene(genialmente cômico) e Siddiq(ainda sofrendo com o trauma das estacas). Algo que vem a realidade muito por conta da saída de Andrew Lincoln da série. Mesmo não agradando a maioria dos fãs, a saída de Rick ocasionou uma espécie de “tudo pode acontecer daqui pra frente”. E isso é muito benéfico, principalmente para um show que há duas temporadas estava estacionado no mesmo ponto e perdia cada vez mais audiência.

Desde a “morte” de Rick para The Walking Dead, os episódios subiram muito sua qualidade, e vários outros rostos voltaram a ter atenção no espaço deixado pelo protagonista.

Outro grande destaque de “Lines we cross” foi a fofíssima Cailey Fleming, dando vida a uma Judith doce, mas não frágil. Ela traz o melhor de Rick, mas o ar sempre alerta de Michonne, lembrando um pouco o Carl Grimes das primeiras temporadas.

A cena de Judith contando a história de seu pai para Rick Jr; cena essa que termina em um lindo momento em família com a chegada de Michonne foi um dos momentos mais emotivos que vimos em The Walking Dead nas últimas temporadas, e lembrando por todas as dificuldades que esta família passou com a perda de Rick e Carl, tudo fica ainda mais especial.



THE WALKING DEAD (10x01): “LINES WE CROSS”



O desenrolar do episódio após o treinamento em Oceanside ocorre em histórias separadas, que se cruzam em um final em comum, a queda do satélite da primeira cena em uma mata próxima a área dos sobreviventes, causando um grande incêndio. Porém esta área próxima pertencia aos Sussurradores, e sua entrada lá havia sido vetada pela líder Alpha.

Mas com a possibilidade de que o incêndio se alastrasse para sua própria área, o grupo de Michonne e Daryl optou por arriscar a adentrar no território inimigo.
Sem dúvidas, um dos pontos mais altos da aparição dos Sussurradores no show foi trazer de volta a apreensão de vermos zumbis ao redor de nossos personagens favoritos. Sem saber se aqueles ali na tela são simples mortos-vivos, ou um bando de ardilosos inimigos armados, nós ficamos apreensivos e temendo pela vida dos grupos naquela cena, algo que The Walking dead fazia muito bem na primeira temporada do show, onde nos sentíamos encurralados por zumbis, seja em qual ambiente ocorresse a ação.


Não é preciso de muita imaginação para saber que o incêndio foi apagado bravamente por nossos heróis, mas algo que não dá para imaginar, foi o derradeiro encontro(ainda que a distância) entre Alpha e Carol. E o mais delicioso, foi o fato de Carol ter visto Alpha antes, portanto a nossa ass kicker poderia muito bem ter se escondido para adiar um possível confronto, porém ela deu a cara para a líder dos Sussurradores que pareceu não acreditar que suas ordens impostas foram desafiadas.
Claro que esta foi apenas a primeira troca de olhares de muitas que virão entre as duas nesta temporada, e certamente cada momento desses será um mais delicioso que o outro.



THE WALKING DEAD (10x01): “LINES WE CROSS”



Difícil apontar um fraco neste episódio(apenas gostaria de ver mais da minha crush Magna). Praticamente todos os personagens veteranos receberam seu espaço, em especial Aaron, Carol, Michonne, Daryl e até mesmo Negan, aconselhando Padre Gabriel com palavras de alguém que sabe muito bem o que o grupo dos Alexandrinos terá pela frente.

Além disso, o ex-líder dos Salvadores trocou alguns “feedbacks” com Lydia, que ainda se encontra deslocada em Alexandria, ainda mais sem Daryl ao seu lado.
Lydia é uma personagem com grande potencial e tomara que sua intensidade não seja desperdiçada como aconteceu com Enid, que após a morte de Carl, desapareceu da série, e se afundou mais e mais como uma figurante, até seu dia final chegar.

A própria showrrunner da série, Angela Kang tratou de escrever este open season, que contou a direção do experiente Greg Nicotero. Uma boa dupla que conhece a fundo o show, e bem que poderia fazer essa dobradinha em todos os dezesseis episódios.



“Lines we cross” apresenta um ótimo pontapé inicial para The Walking Dead e nos prepara para tudo o que pode(e irá) vim acontecer nesta temporada. A Guerra dos Sussurradores se aproxima e o clima dos próximos episódios só tende a esquentar. Portanto fique ligado no Geek Resenhas e não perca nada da décima temporada de The Walking Dead!


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