THE WALKING DEAD(REVIEW) - OS PRIMEIROS OITO EPISÓDIOS



TUDO O QUE ROLOU NA
DÉCIMA TEMPORADA
ATÉ O MOMENTO!





The Walking Dead é uma história que começou há 10 anos com um homem tentando procurar a família. Aquela família cresceu e comunidades tomaram forma. Eles lutaram e sobreviveram, prosperaram e deram a luz para uma nova geração. É um conto sobre a humanidade e há mais histórias para contar.
Agora é primavera, poucos meses depois do final da nona temporada, quando o grupo de sobreviventes cruzou o caminho dos Sussurradores no duro inverno. As comunidades ainda estão tentando lidar com as consequências do encontro com o horrível poder de Alpha. Relutantemente, estão respeitando as novas fronteiras impostas, enquanto se organizam no estilo de uma força de milícia, preparando-se para uma batalha inevitável.

Mas, os Sussurradores são ameaças bem diferentes do que os sobreviventes já enfrentaram. Escondidos em uma massiva horda de mortos, parece algo que eles não podem vencer. A pergunta do que fazer e o medo alimentarão as comunidades e as contaminarão com paranoia, especulações, segredos e lutas internas, que vão testar os indivíduos e a sociedade. A ideia de que uma civilização pode sobreviver num mundo cheio de mortos é colocada em dúvida”



The Walking Dead voltou para o seu aniversário de uma década no ar com uma trama que prometia ser uma das melhores de toda a história da série. O prelúdio para a Guerra dos Sussurradores!
Bom, o caminho para o tão aguardado conflito até que se iniciou bem. E mesmo com episódios que ameaçaram derrocar a qualidade da temporada passada, ainda assim, a décima temporada parecia se encaminhar para um final brutal e que remeteria em muito as histórias em quadrinhos do título.
E este final... NÃO ACONTECEU!

De fato, os primeiros dois episódios mantiveram a qualidade da temporada passada, coincidência ou não, tanto “Lines we cross” como "We Are the End of the World" foram dirigidos por um dos principais idealizadores da série, Greg Nicotero. E com ele, a décima temporada parecia estar na direção correta. Porém, com os episódios subsequentes, a qualidade não se manteve, e coube ao individualismo agradar a audiência. Personagens como Lydia(Cassady McCLincy) e principalmente Negan(Jeffrey Dean Morgan), foram bem explorados em ao menos um ou dois episódios, e as atuações de seus intérpretes foram convincentes e aliviaram um pouco a pressão criada por roteiros oscilantes.

E por falar nele, Jeffrey Dean Morgan é um ótimo ator e está cada vez mais a vontade como Negan, a ponto de não ser nada mau, um possível spin-off focado no anti-herói que todos nós amamos!
Ele é sem dúvidas uma das principais peças de The Walking Dead, e mesmo quando os episódios da série não são isso tudo, sua atuação é bem acima da média, inclusive em temporadas esquecíveis como a sétima e a oitava.





Outro ponto a se levar em consideração é a direção de Michael Cudlitz. O ruivo que interpretou Abraham até a sétima temporada, onde o personagem foi morto pelas mãos de Negan, foi uma boa adição na série no quesito atuação, entretanto quando o assunto é direção, a história segue outro caminho.

Michael já dirigiu um episódio da temporada passada, e já não havia agradado, mas nesse ano, o homem estava impossível! Uma decepção atrás da outra. "Silence the Whisperers" e “open your eyes” foram tão fracos que pior que a direção de Cudlitz, só mesmo o roteiro de Corey Reed(que ultimamente havia trabalhando em roteiros acompanhados de nomes mais experientes, mas dessa vez decidiu escrever de forma solo).
Estes episódios fraquíssimos culminaram em um mid-season finale dirigido por John Dahl, que por falta de palavra melhor, foi uma m****!

Um episódio que parece ser um verdadeiro sobrevivente de The Walking Dead, pois para um episódio desse nível ter sobrevivido a reunião de produtores da série, mostra que ele possui no mínimo o nível de sobrevivência Daryl Dixon.
Somente com muita sorte e fator de sobrevivência nível hard, esta bomba de episódio pode ter ido ao ar. São cinquenta e cinco minutos de um enredo escrito pela novata Julia Ruchman, que não leva a lugar algum, não dá respostas, não faz perguntas, não se aprofunda e não esclarece. Uma corrida às cegas em direção a um ponto que já vimos tantas outras vezes em The Walking Dead. Personagens que sabemos que não irão morrer, sendo encurralados, mas que em cinco minutos do próximo episódio já estarão são e salvos em suas comunidades fortificadas.

A showrrunner Angela Kang nos entregou uma nona temporada de tirar o fôlego e que há tempos não nos empolgava tanto. O começo da décima temporada(escrito por ela mesma) também empolgou, porém nos últimos episódios do ano, uma verdadeira teia de erros se formou, com soluções risíveis e forçadas, como a descoberta do traidor Dante, Um plot tão raso e forçado que não parece ter saído da mesma mente que formulou episódios geniais como a despedida de Rick Grimes da série, ou o maravilhoso "episódio das estacas".






NO MAIS...

Samantha Morton é uma ótima atriz, e tem entregado uma Alpha calculista, ardilosa, e que vai até mesmo além de sua adaptação para os quadrinhos. A vilã não tem dado ponto sem nó, e até o momento não perdeu a cabeça(HÁ-HÁ).
Carol(Melissa McBride) e Daryl(Norman Reedus) tem sido aparições constantes após a saída de Andrew Lincoln da série, e dividem um protagonismo, que embora não os caia como uma luva, pois seus estilos servem melhor como coadjuvantes de luxo, ambos não conseguem decepcionar os walkers de plantão nem se eles quiserem.

A Judith de Cailey Fleming é uma das coisas mais fofas que você verá em sua vida. Ela reúne o melhor de, Michonne, Carl, e até de seu finado pai Shane rsrs. Além de ter todo o carisma e astúcia de Rick Grimes, algo que sempre ficou aquém em Carl.






Um último destaque mas não menos importante, é a volta de Rosita aos holofotes. Após ser mãe, a veterana da série ganhou mais espaço na trama e vem sendo mais aproveitada, mesmo que não de forma coerente em todos os momentos. Infelizmente tantas aparições provavelmente podem ser sinal da saída da atriz da série, já que Christina Serratos já tem contrato assinado para uma nova produção Netflix, e a agenda da atriz conspira para uma morte de Rosita cada vez mais próxima. É aguardar para ver!


The Walking Dead segue sendo um ótimo entretenimento para os fãs menos exigentes, mas quando levamos em consideração o panorama geral, os erros bobos de roteiro e os "fantasmas" de temporadas passadas voltam a pesar contra a audiência da série, que é cada vez menor.
Ainda é possível melhorar, mas ao que tudo indica, Angela Kang só tem mais oito episódios para evitar um fim prematuro para The Walking Dead nos próximos anos. O show ainda pode render várias temporadas e muito mais dinheiro para os cofres da AMC, mas para isso, Angela deve aprender com o passado e mostrar durante o restante da décima temporada que The Walking Dead ainda é referência mundial quando o assunto é ressurgir dos mortos!




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