A EVOLUÇÃO DA ARLEQUINA NOS QUADRINHOS!



A EVOLUÇÃO DE
 HARLEY QUINZEL!


A EVOLUÇÃO DA ARLEQUINA NOS QUADRINHOS!


Criada no ano de 1992, por Paul Dini e Bruce Tinn, Harley Francis Quinzel foi desenvolvida para fazer apenas uma aparição na série animada do Batman. Porém seu carisma foi tão imediato, que ela passou a fazer várias outras aparições no show televisivo. E no ano seguinte, ganhou sua primeira versão nas histórias em quadrinhos em uma trama intitulada “Louco Amor”. Uma versão cartunesca de um dos episódios mais famosos da série animada.
Foi apenas em 1999 que Harley ganhou uma versão de origem definitiva nas HQ’s, com uma história que introduziu não só a personagem no Universo DC Comics, como seu forte laço de amor e ódio com o Coringa, e sua amizade com Hera Venenosa.


LOUCO AMOR
A EVOLUÇÃO DA ARLEQUINA NOS QUADRINHOS!


O caso de Coringa e Arlequina é antigo e retratado em desenhos, Hq’s, jogos de videogame, filmes e por aí vai! O relacionamento abusivo que os dois tem já foi visto como mal exemplo pelos olhares mais severos aos quadrinhos, mas também já foi visto como uma das histórias mais divertidas e carismáticas de romance entre personagens dos quadrinhos.
Quando o assunto é a série animada do Batman esse carisma é elevado a um outro nível, com performances maravilhosas e episódios icônicos da cultura pop como a estreia de Harley em “Um favor para o Coringa”.

Harley Quinn era uma psiquiatra do Asilo Arkham com um futuro brilhante pela frente, porém se apaixonou por um dos seus pacientes, o Palhaço do Crime, o Coringa. Naquele momento, a moça se viu em meio a uma escolha a ser tomada. Preservar sua integridade física e profissional  ou se entregar a esse louco amor. Bom, ela escolheu o coração, e começou a ser a comparsa de seu pudinzinho(como ela chama o Coringa) em seus crimes insanos. Mas o Palhaço nunca mostrou o mesmo afeto por Harley, e durante anos ela foi mais seu capacho, do que seu par romântico.


Porém, com um novo milênio veio uma nova Harley Quinn. Mais independente e que mostrou que pode render boas histórias tendo apenas ela como protagonista. Bom, ela e sua gangue que causaram por vinte e oito edições na cidade de Gotham City, durante seu primeiro arco solo nos quadrinhos.
Após isso, ela se uniu a sua sempre leal amiga, Hera Venenosa. Juntas, elas se tornaram The Gotham Sirens, ou Sereias de Gotham. Uma dupla muito entrosada e que sabe divertir o leitor a cada página. Harley sempre com seu bom humor “amalucado” e Hera mais calculista, mas sempre sem resistir ao charme da maluquinha. Aliás, apesar do apelido, a Arlequina de maluca não tem nada; e fora seus títulos acadêmicos, possui um alto grau investigativo, sendo uma das pessoas que lida melhor tanto com os super-heróis, quanto com a escória de Gotham.
Ela se tornou uma personagem bissexual ao ter um breve relacionamento com Hera, unindo duas das vilãs(anti-heroínas) mais sexys e populares dos quadrinhos.


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Harley Quinn permaneceu mais “sumida” durante alguns anos, mas em 2011, com o reboot da DC Comics conhecido como Flashpoint, uma nova era se iniciou tanto para a editora, quanto para Harley.
Sendo uma das principais integrantes do Projeto Força-Tarefa X, ou como é conhecido popularmente, Esquadrão Suicida. Um grupo de vilões que são obrigados a fazer as tarefas mais perigosas que existem, em troca de alguns anos de redução na pena de seus crimes.
E para dá um incentivo, eles possuem nano-bombas implantadas em seu cérebro, sempre prontas para serem explodidas ao primeiro sinal de rebeldia dos comandados da calculista Amanda Waller.

O Esquadrão já contou com membros como Crocodilo, Arraia Negra, Capitão Bumerangue e Pistoleiro. Todos vilões já conhecidos das histórias da DC Comics, e que já deram muito trabalho para os nossos heróis favoritos.
Foi justamente durante essa fase dos quadrinhos chamada de “Os Novos 52”, que Harley teve um pequeno affair com Pistoleiro. Que apesar de ser um criminoso frio, a tratou de forma mais “decente” que o Coringa.


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No Esquadrão Suicida, Harley também já se sentiu atraída por seu companheiro de equipe Coronel Rick Flag, e foi ela inclusive, que ocupou o posto do coronel do Esquadrão, depois da aparente morte de Rick na saga DC Renascimento.
Além do título do Esquadrão Suicida, Arlequina também ganhou seu próprio título solo nos Novos 52, mais voltado ao público jovem, e com um tom mais cômico que suas histórias na Força-Tarefa X.
A alta popularidade de Arlequina nos últimos também se deve muito ao fato da aparição da personagem no filme live-action do Esquadrão Suicida, lançado em 2016, e que arrecadou mais de U$750 milhões dólares em bilheteria.
Interpretada por Margot Robbie, Harley Quinn foi retratada ainda como uma “apaixonada pelo Coringa”. Mas a personagem não ficou só nisso, e teve ótimos momentos de ação e humor no filme, sendo considerada o ponto mais alto da produção.

Margot Robbie deu vida a uma Harley Quinn, chata de tão perfeita! Ela é linda, forte, não precisa de ninguém para a defender e divertiu a plateia do início ao fim do longa.
Robbie voltará a interpretar a Arlequina no próximo ano, em Aves de Rapina, nova produção da Warner Bros em parceria com a DC Comics. E esta versão da Harley parece estar ainda mais independente e bad-ass. Traduzindo: do jeito que a gente gosta!


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A MULHER NO SÉCULO XXI

Harley foi uma das “vítimas” do Movimento Feminista que cresce pelos quatro cantos do mundo, e um dos melhores exemplos de como esse movimento pode influenciar e agregar ainda mais valor na cultura pop.
Filmes de heroínas são cada vez mais populares nos cinemas, e a história trata cada vez com mais carinho das nossas maravilhosas guerreiras do cotidiano. O papel da mulher na sociedade ampliou seus horizontes o suficiente para elas não se contentarem apenas em ficar atrás de um homem, ou ser salva por ele. Isso é algo que pertence a um passado estereotipado e que teve seu valor sim, mas não nos dias atuais. E Harley seguiu essa evolução feminista, se transformando em uma das personagens mais importantes dos quadrinhos nos últimos anos.

A cereja no bolo de seu desenvolvimento pode ser vista facilmente na saga Heróis em Crise, publicada nos Estados Unidos, e que mostra nossa amada Arlequina como uma das protagonistas de uma das histórias mais importantes(e controversas) dos últimos anos na DC Comics.
A história gira em torno de confissões e fardos, que são carregados por diversos super-heróis durante toda sua vida; mas existe um lugar chamado de “Santuário”, onde eles por um momento, podem ser sinceros consigo mesmo e abrir seu coração sobre receios e perdas. É nesta saga que Harley faz uma confissão curiosa: ela não gosta de pudim!

Essa afirmação pode ser entendida como uma libertação das amarras que a prendiam no início de sua vida, o Coringa. Algo que parecia muito doce aos olhos dela, mas hoje somente produz uma sensação de enjôo, e de algo que já não lhe faz bem.



Harley Quinn é assim. Genial, maluca, carismática, poderosa, e tantos outros adjetivos que mal podemos contar. Mas acima de tudo, ela é amada; mesmo que não por seu pudinzinho, mas por milhares e milhares de leitores pelo mundo afora, que torcem a cada passo que a moça dá; e se divertem com cada momento hilário de nossa maluquinha favorita!


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