THE WALKING DEAD (10X16) : A CERTAIN DOOM – REVIEW

 

#TWD
A ANÁLISE
DO ÚLTIMO EPISÓDIO DO ANO


THE WALKING DEAD (10X16) : A CERTAIN DOOM – REVIEW

 

Após um hiato de mais de um semestre, The Walking Dead finalmente retornou para seu episódio de despedida do ano, e o último da décima temporada(ou será que não?).

Temporada essa que não conseguiu repetir o êxito de sua antecessora, e entregou momentos que oscilaram entre o ótimo e o deplorável. Se os primeiros episódios situaram a trama de uma forma muito coesa, com o aproximar da Grande Guerra dos Sussurradores, os episódios se tornaram cada vez mais fracos, e salvo os grandes episódios Morning Star e Walking with us, a segunda parte da décima temporada foi uma escorregada da showrrunner Angela Kang, que até o momento não havia errado em praticamente nenhuma decisão, desde que assumiu o cargo deixado por Scott Gimple. 

O season finale, ou apenas o décimo sexto episódio da temporada(já que foi confirmado que teremos mais seis episódios especiais ao longo de 2021, ainda ligados a essa temporada) entregou o que The Walking Dead vêm entregando durante toda a temporada, uma verdadeira montanha-russa de sensações.

Claro que você quer saber se a batalha final contra os Sussurradores foi o que se esperava. Bom, aí depende do que você esperava.

Sem dúvidas, a direção de arte do episódio está muito boa, e quase acreditamos que existem milhares de figurantes ali naquele pequeno espaço. Seja em meio a uma floresta, ou na beira de um precipício, tudo foi montado com muito cuidado. Ponto para a AMC e para a direção minuciosa da lenda Greg Nicotero!

O adversário é gigante, e por vários momentos nos sentimos agoniados com tamanho poder de Beta e sua horda gigantesca. As cenas com os personagens se camuflando em meio a um caos de mortos-vivos e Sussurradores foram muito bem dirigidas e tornaram a primeira metade do episódio, algo muito fluído e que atiçou nossa curiosidade para saber onde tudo isso iria dar.

 

Algo que “A certaim doom” acerta é nos momentos de maior emoção. A interação de Carol com Daryl e Lydia, é emocionante; ainda mais para quem acompanha esses personagens há tantos anos, e sabe que em cada olhar que eles trocam, existe muita história por trás. Melissa McBride, Norman Reedus e Cassady McLincy são impecáveis em seus papéis, e merecem muito carinho dos walkers de plantão. É muito por causa deles que The Walking Dead ainda sobrevive mesmo após longas quedas de audiência nos últimos anos.

Bom, não só por eles, mas também por um tal Jeffrey “DEUS” Dean Morgan, maravilhoso em todos os papéis que traz em sua carreira, e dono de um Negan que mistura fibra e melancolia de uma forma tão profunda, que somente o nosso Batman dos sonhos consegue fazer!


THE WALKING DEAD (10X16) : A CERTAIN DOOM – REVIEW


Mas, como disse no começo do review, o episódio oscila, e quando pensamos que teremos mais cenas e encontros épicos, tudo se resume em uma solução complicada demais, e executada com paciência de menos.

A luta envolvendo Beta, Negan e Daryl poderia ser gigante, mas não foi nada comparado ao que já tínhamos visto em Chokepoint.

E se as soluções de combate foram muito afobadas, a aparição de certos personagens foi um verdadeiro fan service inconveniente. Os retornos de Maggie, Virgil e uma outra personagem(sim, ela mesmo) foram tão jogados na trama, que fica difícil não se perguntar se Angela Kang não revisou esse roteiro(assinado por Jim Barnes, Eli Jorne e Corey Reed) . Nem ao menos aquele grande embate que queríamos tanto ver, foi entregue. É Maggie, vai ter que esperar mais um pouco!

Muita expectativa e pouca realidade. Pior que isso, só aquela “explicação inexplicável” do oitavo episódio da temporada, do traidor Dante passar despercebido no grupo por tanto tempo.

 

THE WALKING DEAD (10X16) : A CERTAIN DOOM – REVIEW
 

A ousadia que tanto nos empolgava nos primeiros anos do show passou longe daqui, e faltou mais mortes e senso de urgência. Personagens que pensávamos estar se despedindo do show, estenderam mais um pouco sua participação na série, e mesmo que você seja um daqueles fãs que não suportam ver seus personagens favoritos baterem as botas, é inegável que este é sempre um momento que eleva a emoção de qualquer produção, e The Walking Dead sempre soube aproveitar muito bem esse fator e brincar com nossos sentimentos.

Se serve de consolo, a cena final do grupo de Eugene sendo encurralado por uma nova leva de personagens foi praticamente retirada quadro a quadro das histórias em quadrinhos que inspiram o show. Um alento para quem estava carente da série desenhada que marcou época e que fora encerrada há pouco mais de um ano.

Com mais de ousadia e um melhor tratamento no roteiro, The Walking Dead encerraria a décima temporada com uma ótima impressão de aprendizado, mas apesar de todos os equívocos de Angela Kang, este ainda é o melhor décimo sexto episódio da série nos últimos anos.

Como diria o chef Jacquin, faltou “tumpero”, mas agradou.

 

THE WALKING DEAD (10X16) : A CERTAIN DOOM – REVIEW

The Walking Dead tem encerramento confirmado para a sua décima primeira temporada, e até lá, tudo pode acontecer. Vamos torcer para que Kang tenha aprendido com seus erros e retorne o mais rápido possível com episódios intensos e imprevisíveis, como aqueles que foram vistos na nona temporada, e que reacenderam a chama no peito de muitos walkers, já desanimados com as decepções de anos passados.


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