COBRA KAI (TERCEIRA TEMPORADA) : CRÍTICA

 
#COBRAKAI
O REVIEW DO
TERCEIRO ANO DO SHOW!
 

Cobra Kai tem alcançado uma grande popularidade após sua adição ao catálogo da Netflix, no ano passado. O show que teve suas duas primeiras temporadas produzidos pelo Youtube em uma parceria com a Sony, agora carrega o selo de exclusividade Netflix; a mais recente temporada do show, estreou no primeiro dia de 2020, e já vem conquistando o coração do fãs. Mas, a nova temporada está tão boa quanto as anteriores, ou a gigante do streaming afundou o projeto?


COBRA KAI (TERCEIRA TEMPORADA) : CRÍTICA
 

A terceira temporada de Cobra Kai dá continuidade aos eventos da famosa “Briga no Colégio”. E as consequências do embate entre os dojos Miyagi-Do e Cobra Kai não podiam ser mais desastrosas.
Miguel Diaz preso a uma cadeira de rodas, Robbie foragido, Sam passando por uma espécie de estresse pós-traumático, e vários outros membros da turma lidando com os dramas pessoais de uma guerra que começou bem antes deles nascerem.

O cenário é perfeito para o veterano John Kreese liderar seu dojo Cobra Kai, ao melhor estilo militar. E se tem um personagem que devemos destacar é Kreese.

Nesta temporada descobrimos muito mais do passado do sensei, e o quão isso reflete em suas ações dentro do tatame. Martin Kove está impecável no papel que o consagrou, com direito até mesmo a entrar em ação nos episódios finais da temporada. Uma verdadeira pedra no sapato para Johnny Lawrence.

E por falar nele, após ser expulso de seu dojo, Johnny enfrenta uma maré de azar que parece não ter fim, com toda a primeira parte da temporada sendo uma espécie de tempestade antes da bonança chegar. E esta “bonança” só vem quando o sensei Lawrence contempla seu protegido Miguel Díaz saindo da cadeira de rodas. Um momento muito emocionante e que mostra o quão forte é o elo entre mestre e aluno.

COBRA KAI (TERCEIRA TEMPORADA) : CRÍTICA
 

O terceiro ano do show serve para reforçar a identidade dos intérpretes com seus personagens. Não tem como olhar para Martin Kove e não ver Kreese, nem para William Zabka e Ralph Macchio e não ver Johnny Lawrence e Daniel Larusso, respectivamente.
O discípulo do Sr. Miyagi, Daniel-San também é muito bem trabalhado, e desenvolve habilidades que serão extremamente importantes na reta final desta temporada(e quem sabe das próximas?!)

 Agora, quem manda mesmo na série, são os jovens!
A nova geração do Vale, está impecável nesta temporada. E até a irritante Sam Larusso tem bons momentos, muito devido ao trauma que a persegue desde seu último embate contra Tory Nichols.

Tory tem sua história de vida trabalhada. Aliás, este é o grande certo não só dessa, como dos anos anteriores de Cobra Kai, o carinho com que a série desenvolve cada um de seus personagens, sendo coadjuvantes ou não; e mostra várias faces da mesma moeda; afinal, a vida não é preto no branco, mas com várias nuances de cinza que o fazem quem você é.
E esta constante transição entre os atos e as motivações para esses atos é o que faz Cobra Kai ser tão poderosa; com diversos ensinamentos podendo ser tirados de seus episódios.

A luta de Miguel Diaz para voltar a andar, Robbie tentando encontrar seu rumo na vida(e pra adiantar, não encontrou!), Sam e Tory em uma guerra muito além das motivações do coração; e adultos com traumas que o perseguem há décadas, e por orgulho ou opção, não foram expostos a ninguém. 

O principal destaque neste sentido, além dos exemplos já citados, é o jovem Falcão(Hawk, no original). Um dos personagens mais queridos da série, e que se vê em uma encruzilhada a cada episódio, com amigos e inimigos deixando sua visão cada vez mais turva, sem saber distinguir qual caminho seguir.
Felizmente quando ele faz sua escolha, ela é coerente, e muito bem executada ao melhor estilo Cobra Kai!


COBRA KAI (TERCEIRA TEMPORADA) : CRÍTICA

 
Olhando para a finalização do terceiro ano de Cobra Kai, percebemos que muito do que poderia ser trabalhado, foi bem executado, e torna-se menor o leque de opções para as próximas temporadas do show. Indo por esse caminho, aposto em mais duas temporadas para o show no máximo.
Um grande torneio para a próxima temporada, e quem sabe um outro para o ano derradeiro do show, para um final de uma série que já entrou para a história, não só de uma, como de duas gerações. A mais nova que está conhecendo os ensinamentos do caratê, muito por causa do show; e a geração mais antiga, que conheceu o caratê “raíz” com os ensinamentos de John Kreese e Sr. Miyagina boa e velha Sessão da Tarde.

É preciso ter cuidado para não derrapar em uma pista tão bela que Cobra Kai construiu até aqui, mas podemos ficar tranquilos, pois sendo no Youtube, ou na Netflix, os alunos dos dojos parecem estar em ótimas mãos!

 

A quarta temporada do show já está confirmada pela Netflix!


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