THE FLIGHT ATTENDANT (CRÍTICA SEM SPOILERS)

 

NOSSA OPINIÃO
SOBRE A GRATA SURPRESA
DO HBO MAX!


THE FLIGHT ATTENDANT (CRÍTICA SEM SPOILERS)
 
Se existe um gênero de séries que a poderosa HBO sabe explorar como ninguém, é o gênero de drama. Com exemplares aclamados e premiadoS pela crítica como Big Little Lies, Chernobyl, Sharp Objects, Watchmen e tantos outros, era de se esperar que seu serviço de streaming logo nos presentearia com mais um sucesso. E The Flight Attendant estreia com o pé direito na plataforma do HBO Max.

Cassie Bowden é uma comissária de bordo que é um alcoólatra imprudente, inclusive bebendo durante os vôos, que passa seu tempo entre as viagens se relacionando com caras aleatórios, incluindo clientes que ela conhece durante os vôos. Ela acorda em um quarto de hotel em Bangkok com a ressaca da noite anterior, com o cadáver de um passageiro de seus último vôo ao lado dela. Com medo de chamar a polícia, ela continua sua manhã como se nada tivesse acontecido, juntando-se aos outros comissários e pilotos que viajam para seu destino final. Em Nova York, ela é recebida por agentes do FBI que a questionam sobre sua recente escala em Bangkok. Ainda incapaz de juntar as peças da noite passada, ela se pergunta se poderia ser a assassina.


O FATOR KALEY CUOCO

THE FLIGHT ATTENDANT (CRÍTICA SEM SPOILERS)


Logo de cara, precisamos falar sobre Kaley Cuoco. A bela loira, conhecida mundialmente como a Penny, de The Big Bang Theory, está um escândalo de perfeita em The Flight Attendant. Sua Cassie carrega tantos tons e facetas diferentes, que fica impossível não se apaixonar, ou até mesmo, não se assemelhar com a personagem, em diversos momentos.

Cassie é uma alcóolatra, uma aeromoça, uma tia divertida, uma mulher traumatizada, sexy, indecisa, astuta... e tantos outros adjetivos que fica difícil dizer qual dessas “Cassies” é a que mais nos encanta.

Kaley sabe dosar suas falas aceleradas, com expressões ora bem humoradas, ora dramáticas; como nos ótimos diálogos com Zosia Mamet, intérprete de Annie, advogada e melhor amiga de Cassie.

Mas sem dúvidas, é com Michiel Huisman(A Maldição da Residência Hill) que as melhores cenas da loira são feitas. A química entre os dois funcionou muito bem, seja nas cenas mais românticas em Bangkok, ou nos constantes flashes que insistem em aparecer para Cassie nos momentos mais inoportunos. Por sinal, uma ótima mescla de montagem e que trouxe mais originalidade para o show. Palmas para o showrrunner Steve Yockey. 

Outro fator muito bem explorado na série é a montagem de seus episódios, com “ganchos” que se encaixam muito bem nos oito episódios de cerca de 42 minutos cada. Perfeito para quem gosta de um bom suspense/drama/comédia para passar o tempo. Sim, a série abraça diversos gêneros e nos cativa em vários momentos protagonizados por Cassie.

Os episódios iniciais nos situam em uma teia que ganha novas camadas a cada novo momento da série. Com todas as peças colocadas no tabuleiro, The Flight Attendant se torna um drama que mistura espionagem, com doses generosas de drama, principalmente a medida que descobrimos mais sobre o passado de Cassie, e sua forte ligação com o alcoolismo, desde o péssimo exemplo dado por seu pai; que incentivava o consumo de álcool para a sua filha, desde a sua adolescência.


THE FLIGHT ATTENDANT (CRÍTICA SEM SPOILERS) 

Algo que tira um pouco do ritmo da trama, são alguns momentos secundários, que ao tentar aprofundar certos personagens, acaba por parecer algo inserido sem muito cuidado ou sem a devida atenção por parte da produção. Em especial a trama envolvendo Megan(Rosie Pérez, de Aves de Rapina), colega de trabalho de Cass. A mulher que aparentemente possuía uma vida de “comercial de margarina”, mas que esconde um segredo que pode colocar em risco todos a sua volta.

Algo desnecessário em uma série que traz um enredo já muito bem amarrado em torno de sua protagonista, e que não deveria perder tempo com uma trama que não leva a mesma a lugar algum.

Parecendo ser mais uma espécie de drama colocado para mostrar que “todos nós temos nossos erros e segredos”; mas uma mensagem desnecessária, pois já foi entregue de forma mais que satisfatória pela história principal.

Minutos preciosos que quebram o ritmo da trama em diversos momentos, tirando agilidade dos episódios, ou quem sabe, roubando minutos onde poderíamos explorar o complexo esquema de corrupção, que cercava a família Sokolov, ou a organização criminosa chefiada pelo ardiloso Victor(Ritchie Coster).


A misteriosa Miranda, interpretada por Michelle Gomez(Gotham) é uma ótima adição a toda esse jogo de mistérios, que intensifica conforme somos apresentados ao cotidiano de cada personagem da trama, e percebemos que nada é o que parece, tornando a todos, suspeitos ou potenciais vítimas.

O plot twist nos episódios finais é bem construído, mesmo que a montagem em cima de sua motivação possa soar forçada. Uma solução mais “padrão” seria mais bem absorvida pelo público em geral. Mas isso não estraga a experiência, e foi feito, provavelmente, com intenção de deixar portas abertas para futuras temporadas do show. Algo que não seria tão necessário no caso de The Flight Attendant, mas já esperado devido ao gosto insaciável das gigantes do entretenimento em esticar seus projetos ao máximo.



The Flight Attendant recebeu ótimas notas da crítica especializada, e em meio a uma grande gama de anúncios do HBO Max envolvendo projetos relacionados a super-heróis e séries de fantasia; cai como uma luva para os telespectadores que anseiam por algo mais pé no chão, e que explore os dramas de uma carismática personagem.

O show foi baseado em um livro de mesmo nome, escrito por Chris Bohjalian, e já tem sua segunda temporada confirmada. Além de protagonizar, Kaley Cuoco é a produtora executiva da série, e adquiriu os direitos do projeto, após ler apenas as primeiras páginas do livro.


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