MORTAL KOMBAT (REVIEW)


#FATALITY



Um dos filmes mais aguardados do ano por toda uma geração de fãs, Mortal Kombat finalmente estreou(em alguns países) e entrega tudo o que os fãs mais queriam ver em um filme da franquia de jogos de videogame; personagens extremamente fiéis às suas versões virtuais, ótimas cenas de luta e claro, muitas fatalidades!

 

“Em Mortal Kombat, Shang Tsung, imperador da Exoterra, envia seu melhor guerreiro, Sub-Zero, para assassinar o jovem Cole Young. Temendo pela segurança da família, Cole vai em busca de Sonya Blade, e com a ajuda de Jax descobre que uma estranha marca de nascença em forma de dragão une o caminho de todos eles. Logo ele se vê no templo de Lord Raiden, um Deus Ancião e Guardião do Plano Terreno. Enquanto descobre mais sobre seu passado e futuro, Cole é treinado por Liu Kang e Kung Lao, e logo descobre que sua missão será não só proteger sua família, mas toda a Terra, da ira de Shang Tsung e seus aliados”

 

Cole Young é o personagem central da trama, e somos apresentados ao mundo de Mortal Kombat pela perspectiva do rapaz, que ganha a vida em lutas clandestinas, e que possui uma forte conexão com sua esposa e filha.
Facilmente somos cativados pelo jeito simples de Cole, que não é aquele mocinho chato que pergunta sobre tudo que acontece, a fim de nos entregar todas as respostas do roteiro. Aliás, isso nem é preciso, o filme não perde muito tempo se auto explicando, e parte logo para a porradaria que queremos.
E nesse quesito, o filme não decepciona. São vários golpes clássicos dos personagens, com direito a um fatality(o golpe final nos games da franquia) de Kung Lao que foi de cair o queixo, ou melhor, de partir o queixo!
 
Sem dúvidas, o personagem melhor trabalhado no longa é Sub Zero(Joe Taslim). A sua rivalidade com o clã de Hanzo Hasashi sempre culmina em grandes lutas, e os efeitos visuais são muito bem utilizados nas demonstrações de ataque do vilão.
Vemos personagens sendo congelados, estacas sendo feitas com o próprio sangue petrificado de suas vítimas, e até mesmo braços sendo congelados e quebrados sem a menor misericórdia.

Outros vilões que dão as caras são Nitara(Elissa Caldwell), Kabal(Daniel Nelson) e MIleena(Sisi Stringer). Todos reunidos pelo calculista Shang Tsung(Chin Han), mais conhecido como “o vilão que você ama odiar!”


MORTAL KOMBAT (REVIEW)-geek-resenhas

MORTAL KOMBAT (REVIEW)-geek-resenhas


A direção do estreante Simon McQuoid é boa, as cenas de luta estão muito bem coreografadas e nos passam a sensação de que qualquer resultado pode vim daquele embate. O filme pode soar apressado para se encaixar dentro de sua duração de cerca de 100 minutos, e uns dez minutinhos a mais na obra, teriam rendido cenas um pouco mais extensas e teriam evitado o final, até um pouco abrupto, que a produção teve. Muito por conta da esperança dos produtores de trabalhar melhor outros fatos e personagens em uma possível sequencia, e sinceramente, tomara que ela venha!

Mortal Kombat não inventa a roda e se ampara em diversos fan services durante as cenas de ação, e apresenta um “time Raiden” que se entrosa rapidamente, e evita discussões paralelas que não levam a lugar algum, algo que frequentemente presenciamos em histórias que necessitam unir determinada equipe às pressas.
E por falar em time Raiden, aqui os destaques são todos para Sonya Blade, que parece retirada das telas dos consoles, de tão perfeita que Jessica McNamee(Megatubarão) ficou na pele da ex-militar das Forças Especiais. Suas cenas são ótimas, e durante todo o filme ela é muito bem utilizada; mostrando que não é preciso “forçar a barra”, para termos uma personagem altamente empoderada e lutadora. Palmas para o roteiro de Greg Russo e direção de McQuoid.

Outro grande destaque da produção é Josh Lawson, que interpreta Kano. Contando tudo que já vimos do ardiloso personagem nos games e no filme original de 1995, esta é definitivamente a versão definitiva de Kano. Com momentos cômicos pontuais e muita boca suja, Josh rouba a cena sempre que é requisitado, e forma uma ótima rivalidade com Sonya.
O Lyu Kang, de Ludi Lin(Power Rangers), também é um bom personagem, mas que devido ao protagonismo de Cole, não recebe tanto prestígio quanto a versão vivida por Robin Shou, na década de 90.

Algo que não agrada em Cole Young é justamente sua presença nas lutas, já que o rapaz praticamente não vence uma luta atuando de forma individual. Até a esposa do protagonista se mete no meio do combate. E nada contra a moça, mas para um “escolhido”, é de se esperar muito mais.


MORTAL KOMBAT (REVIEW)-geek-resenhas


No geral, Mortal Kombat entrega um ótimo entretenimento, e certamente não irá decepcionar os fãs dos games. É fiel, violento e com ótimos personagens. Sonya Blade e Kano são incríveis! Sub-Zero é letal!
O longa estreia no Brasil em maio, e a partir de junho fará parte do catálogo do HBO Max.


Nenhum comentário:

Postar um comentário