UM LUGAR SILENCIOSO: PARTE II (CRÍTICA)

 

#REVIEW
A QUIET PLACE: PART II


UM LUGAR SILENCIOSO: PARTE II (CRÍTICA)-geek-resenhas

“A Família Abbott precisa enfrentar os horrores do mundo exterior enquanto lutam pela sobrevivência em silêncio. Forçados a se aventurar no desconhecido, eles percebem que as criaturas que caçam pelo som não são as únicas ameaças no caminho de areia”

 

O bom ator, e melhor ainda como diretor, John Krasinski entrega mais um ótimo entretenimento com a segunda parte de seu maior sucesso da carreira(tanto atuando, como dirigindo).

Krasinski sabe utilizar muito bem os primeiros minutos de trama de Um Lugar Silencioso: Parte 2 para nos ambientar em meio a toda tensão do estopim de um apocalipse que aparenta ter devastado todo o nosso planeta. A queda de fragmentos espaciais, que trouxeram de “carona”, verdadeiras máquinas de destruição, com uma audição altamente sensível, capaz de detectar qualquer som mais alto que o farfalhar de uma folha.
O primeiro ato da trama é muito bom, pois responde uma pergunta feita por muitos telespectadores quando o primeiro longa da franquia foi lançado. Onde a família que acompanhamos e torcemos durante toda essa jornada estava quando o mundo caiu?

Bom, como qualquer dia comum, eles estavam vendo o jogo de baseball de Marcus, o filho mais velho do casal Abbott. O que antes era uma tarde de verão, se transforma em um caos, ao serem vistos objetos incandescentes adentrando em nossa atmosfera, e criaturas absurdamente ágeis e fortes começando a atacar a tudo e a todos em seu caminho.

O estilo de filmagem de Krasinski é muito fluído, e principalmente as cenas que se passam com os personagens dirigindo seus automóveis são muito bem filmadas. Nossos olhos procuram pela tela mais e mais detalhes a todo momento, sobre o que se passa ao redor de todo aquele tumulto, e não é preciso jump scares(embora tenhamos alguns) para nos imergir em todo esse verdadeiro pandemônio apocalíptico.


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Emily Blunt é mais uma vez a mãe dos sonhos para qualquer um que esteja tentando sobreviver no Fim do Mundo. Ela é protetora quando tem que ser, ágil quando lhe é preciso, e super bad ass quando qualquer o mundo ameaça suas crias.

É mais um show de atuação de Emily, e lembrando das suas últimas entrevistas, que a atriz diz que não sente vontade em atuar em filmes de super-heróis, pois os mesmos costumam ficar em uma zona de conforto que a incomoda; bom, só tenho algo a dizer: “Azar da Marvel e da DC!”. Pois uma atriz desse calibre seria “A Patroa” de qualquer produção que ela entrasse!

Outro destaque é novamente a dupla mirim formada por Regan e Marcus interpretados por, Millicent Simmonds e Noah Jupe, respectivamente.
A duplinha encarna muito bem seus personagens, embora o maior destaque é sempre de Regan.

Agora uma adição muito feliz ao elenco é, sem dúvidas, a de Cillian Murphy. “O frio e calculista”  Shelby de Peaky Blinders e o eterno Espantalho da trilogia do Batman, de Christopher Nolan. O homem é um escândalo em cena, e forma um duo muito interessante com Regan. Em diversos momentos, chegamos a duvidar de sua índole, porém quando o bicho pega, o cara mata a pau!
Emmett(personagem de Murphy) parece um homem bem lúcido, apesar de todas as tragédias que o cercam, e se torna imprescindível para a segurança da família Abbott.

Não é todo dia que vemos uma sequência que iguale o título original, e no gênero do terror é ainda mais difícil; mas o roteiro e direção de John Krasinski consegue esse feito e entrega não só mais um caça-níquel como tantos que vemos por aí, mas um material que verdadeiramente expande o conteúdo já apresentado, e aprofunda os dramas vividos por aqueles poucos personagens, centrando sua atenção, não ao mundo ao seu redor, mas em seus papéis naquele mundo.

A mãe protetora, o menino que precisa virar um homem, a menina que toma a atitude; todos essas características que não podem ficar de lado quando falamos de uma obra que exige tanto de seus personagens.

O segundo ato da trama diminui a tensão do longa, de uma forma a nos fazer respirar e passar por esse cotidiano monótono e ao mesmo tempo intenso dos Abbott.

E quando chegamos ao desfecho, cada tijolinho colocado nos 90 minutos da trama se transforma em uma corrida contra o tempo, e uma jornada do herói que contribui para a finalização desses personagens que nos emocionaram durante todo esse tempo.
As sequências de ação casam perfeitamente com os efeitos visuais muito bem inseridos, e a trilha sonora de Marco Beltrami(o mesmo de Pânico) sabe alternar muito bem os momentos de calma e tensão, até mesmo por em diversos momentos nós não sabermos qual é qual.

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Por fim, fica em nossa memória os sacrifícios que vemos cada personagem fazer, para chegar ao ponto que chegaram; e lembramos do sacrifício máximo de Lee lá no fim do primeiro longa, e o quanto a luta de Emmett representa para o futuro do mundo caído, um mundo em que o coração de Lee ainda continua pulsando, e continuará por muito tempo, no que depender da perseverança de Regan e Marcus.


E após Krasinski nos presentear com mais um obra de primeira prateleira, fica a pergunta: Ainda há espaço para Um Lugar Silencioso: Parte III?

Bom, eu lhes respondo: É desnecessário, é até mesmo perigoso. Porém, eu pensei exatamente a mesma coisa quando anunciaram o segundo filme, e cá estou eu, mais uma vez fascinado com quanto o cinema pode nos encantar e surpreender. Portanto, Krasinski, me surpreenda!


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