MARVEL VS. DC: WANDAVISION E PATRULHA DO DESTINO


#NERDVERSUS
DISNEY+ vs. HBO MAX

MARVEL VS. DC: WANDAVISION E PATRULHA DO DESTINO-geek-resenhas 

Inaugurando nosso novo quadro NerdVersus, temos aqui duas séries queridinhas dos geeks de plantão, e que enche de orgulho os adeptos da Marvel e da DC Comics; são os shows WandaVision e Patrulha do Destino!

Ambas as séries(minissérie, no caso de WandaVision) se tornaram fenômenos nos últimos anos, e ajudaram a diversificar o subgênero dos super-heróis nas telonas. Se antes, o maior drama de um super-herói era um amor não correspondido, hoje eles carregam fardos do tamanho de cidades inteiras, além de entes queridos que já se foram, e mortes prematuras causadas, mesmo que não propositalmente, por suas próprias mãos.

E nada melhor para iniciarmos essa disputa, com projetos que além de bem sucedidos, são bem vistos até mesmo pelos “haters” de estúdios concorrentes. Com fandoms cada vez mais fervorosos, Marvel e DC criam um abismo entre elas, e mesmo que ambas caminhem bem em seus projetos atuais, acirram a rivalidade com obras incansavelmente amadas por seus fãs, e hostilizadas por Marvetes e DCnautas ferozes das redes sociais.

Sem mais delongas, vamos ao confronto!

  

WANDAVISION
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A minissérie que estreou esse ano, já foi finalizada e deixou um gosto agridoce no ar. Não correspondendo as expectativas de muitos fãs que criavam teorias e mais teorias a cada segundo de cena, e que no final, descobriram por conta própria, que a mais óbvia das hipóteses, geralmente é a correta.

Elizabeth Olsen e Paul Bettany voltaram a dar show vivendo o casal Wanda e Visão. Carisma é algo que a dupla tem de sobra, isso já sabíamos. Mas em WandaVision finamente nos aprofundamos na mente e desejos de cada um, e conseguimos compreender um pouco melhor, o que se passa dentro deste labirinto infindável, que é a nossa mente.
Olsen foi amplamente elogiada pela crítica especializada, com momentos dignos de Grammy, como o momento em que sente seu mundo desabar na casa dos sonhos, que ela teria ao lado de Visão, transformando assim toda a cidade de Westview em universo semelhante aos seriados das décadas de 50 e 60.

A série possui ótimos personagens coadjuvantes como a Agatha Harkness de Kathryn Hahn e a Monica Rambeau de Teyonah Perris, e diferente de grande parte das produções do MCU, sabe dosar as pitadas de humor muito bem, sem tornar a série “engraçadinha” demais. Ao contrário, vários episódios carregam uma boa dose de tensão, e geram aquele incômodo de que algo ruim pode acontecer muito em breve.

Os fãs mais ávidos dos quadrinhos receberam uma tonelada de referências a cada episódio, e montaram suas linhas e quebra-cabeças da melhor forma que seus sonhos imaginavam. Os gêmeos de Wanda e Vision; Célere e Wiccano também são valiosos acréscimos a trama, tanto em talento quanto em fofura.

O ponto negativo da trama fica mesmo para seu desfecho que deixa um leve desapontamento, pois muito havia sido aguardado com as possibilidades que a série poderia explorar, porém, com uma razoável simplicidade, somos testemunhas de um grande defeito das produções sob a batuta de Kevin Feige, a falta de ousadia.
Se por um lado temos um início que nos instiga e um clímax tenso; o desfecho não está a altura do que foi entregue, deixando WandaVision alguns degraus abaixo do que poderia, e iria alcançar, com um pouco mais de ousadia de seus produtores.

NOTA: 8/10

 

PATRULHA DO DESTINO
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Já se encaminhando para sua terceira temporada, Doom Patrol, ou Patrulha do Destino, é fortemente inspirada na fase da equipe de mesmo nome, escrita por Grant Morrison nos anos 80.
Morrison se especializou em carregar suas tramas com dramas e personagens complexos, e Patrulha do Destino está cheia disso tudo!

Desde uma jovem que possui mais de sessenta personalidades diferentes dentro dela, com cada “eu” tendo uma habilidade diferente, que vai desde teletransporte até hipnose.

Temos também Rita Farr, a Mulher Elástica; e como senão bastasse a excêntrica equipe conta com um robô com cérebro humano e um homem com um espírito radioativo dentro de si. É loucura demais, e tudo é muito bem adaptado na série, que conta com a produção de Greg Berlanti, comandante das séries do Arrowverso.
Mas não se engane, Doom Patrol não tem nada do que Supergirl ou séries do tipo trazem à rodo.

A série é muito bem produzida, com ótimas interpretações, mesmo que o destaque máximo fique para a Crazy Jane, de Diane Guerrero. Duas temporadas que não deixam o ritmo cair, e vilões que oferecem um real senso de urgência. Tudo isso, com uma trilha sonora perfeita e uma fotografia escura que casa perfeitamente com os dramas internos de cada personagem. Dramas esses, que não se resolvem com um simples choque de realidade; pois na vida nada é tão simples; e a Patrulha do Destino é carregada de vida.
O grupo liderado pelo “Chefe” Niles começa com grandes diferenças entre si, e não as elimina com o tempo, mas faz isso ser parte do que eles são; mostrando que assim é que se forma uma família.

Patrulha do Destino ainda não possui um desfecho, e mesmo que um episódio ou outro se arraste um pouco para chegar ao seu ponto final, entrega até o momento no HBO Max, uma produção de Super-heróis diferenciada em todos os sentidos, do que encontramos no atual mercado.

NOTA: 9/10

 

VEREDITO
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 Por detalhes, Patrulha do Destino leva a melhor em nosso primeiro NerdVersus, mas lembrando que o show ainda está em andamento, com a terceira temporada prevista para estrear no próximo mês, e nada impede que o show possa ter um desfecho abaixo do que foi o de WandaVision.
E você, qual show mais cativou seu lado geek?


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