SCREAM: LEGACY (REVIEW)

 

MAIS UM CAPÍTULO SANGRENTO
NA HISTÓRIA DE WOODSBORO!

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“No fan film, vinte e dois anos após os eventos de Pânico 3, a filha de Sidney Prescott retorna para Woodsboro a fim de reencontrar velhas amizades, mas o clima de boas vidas é quebrado após mais uma onda de assassinatos se iniciar pelas mãos (e faca) de um novo Ghostface”


Alguns fãs (muito ingratos, por sinal) dirão que Legacy é melhor que o próprio Pânico(2022), este sim, canônico. Algo que apesar do final menos explosivo e chocante da produção oficial, fica longe de ser verdade. Scream é sim um ótimo exemplar de um slasher moderno e que bebe na dose certa da tão controversa garrafa da nostalgia.
Ainda assim, Legacy não é uma produção que decepciona e entrega diversos momentos que prendem a nossa atenção, encabeçados por uma boa equipe, tanto a frente como atrás da câmeras.
Na trama, Katie Palmer serve como o fio que nos conduz para dentro de Woodsboro, vinte e dois anos após os eventos de Pânico 3. E aos poucos nossos ouvidos pescam nomes de personagens icônicos como os de Gale Weathers, Detetive Kincaid, e claro, o da nossa deusa do grito, Sidney Prescott! É muito amor reunido!

A direção de Zach Salazar é menos problemática que o roteiro(que também é assinado pelo diretor, ao lado de Michael Tula e Anthony Hernandez), e em diversos momentos carece de ângulos e enquadramentos que seriam altamente significativos para a ambientação da cena. Não que Salazar tenha a obrigação de ser um Wes Craven da vida, mas um pouco mais de estudo e cuidado poderiam ter feito a diferença, e transformar Legacy de um fan film à quem sabe um chamariz que pudesse abrir diversas portas para a carreira de Salazar.

Mesmo assim, aqui temos um ótimo roteiro, com inserções estratégicas para remediar a falta de tempo que a produção tem, por não ser uma obra de grande orçamento.
E se a revelação do assassino não é a mais surpreendente que você verá na sua vida, vale lembrar que nem mesmo em alguns filmes canônicos da franquia, isso acontece; e claro, vale muito para o próprio Pânico 3, além do lançamento mais recente de 2022.


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Passada as ressalvas de direção e revelação, vamos aos pontos mais fortes de Legacy. Atuações, e claro, as mortes, várias mortes!

Jackie Luke dá vida à Katie Palmer, que leva o sobrenome do pai, mas carrega o peso de ser filha da famosa Sidney Prescott. Uma boa atuação da jovem, e que em uma hora de cena entregou mais carisma que a insossa Emma, das duas temporadas de Scream: A Série.
Outro destaque é o próprio roteirista Anthony Hernandez, que interpreta o Detetive Castillo, que entrega boas reflexões do ponto de vista de um policial de Woodsboro, que cresceu em meio a todas as matanças que vimos na trilogia original, e que carrega grandes cicatrizes em sua vida. É muito interessante olhar tudo o que passou na cidade pelos olhos de outra pessoa, sem ser a final girl da vez, uma vibe que o saudoso ex-detetive Dewey também apresenta em Pânico(2022)

Outras boas adições ao elenco são os nomes de Rachel DeRouen(Vidro) e Troy Parker(The Gifted). O novato John Enick, também faz um bom trabalho, flertando em ser uma mistura dos namorados de Sidney nos dois primeiros filmes, Billy e Derek.


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É no terceiro ato do longa que a carnificina rola solta com um Ghostface que ataca até na base do chumbo grosso! Imparável e abusando do gore, o ritmo das mortes é muito bem executado e nos impressiona por embates mais elaborados e uma boa utilização dos elementos de cena.

Fica uma pulguinha do que poderia ser feito com um orçamento maior nas mãos de Zach Salazar, e o coração de fã começa a pensar longe com o que pode vim a cada cena, principalmente quando é referenciado algum elemento canônico da franquia. E no final das contas, Legacy entrega mais do que promete, e mesmo não sendo uma produção perfeita, abraça os screamers de uma forma que produções de maior impacto e bufunfa não conseguiram(ouviu MTV??)


Scream: Legacy é mais uma grata surpresa em um ano que está dando gosto de ser um fã da franquia Pânico, com duas produções bem executadas, e ainda mais uma em produção, 2022 será marcado como um ano em que o Ghostface trabalhou bastante, seja de forma oficial ou não.


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